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Pesquisa de Património - Detalhe

Identificação 
DesignaçãoMercado Ferreira Borges
Outras Designações
Categoria / TipologiaArquitectura Civil / Mercado
Inventário Temático-
  
Localização 
Divisão AdministrativaPorto / Porto / São Nicolau
Endereço / Local

Rua Mouzinho da Silveira
Porto

Rua Ferreira Borges
Porto

Rua de Sousa Viterbo
Porto

Praça do Infante D. Henrique
Porto
0000

  
Protecção 
Situação ActualClassificado
Categoria de ProtecçãoIIP Imóvel de Interesse Público
DecretoDecreto n.º 28/82, DR n.º 47, de 26-02-1982
ZEP-
Zona "non aedificandi"-
Abrangido em ZEP ou ZP-
Património Mundial-
  
Descrições 
Nota Histórico-ArtisticaEntre 1885 e 1888, e a fim de substituir as precárias instalações do antigo mercado da Ribeira, a Câmara Municipal do Porto mandou erguer o "Mercado Ferreira Borges" traçado pelo arquitecto João Carlos Machado. Para além de executado pela "Companhia Aliança" (também conhecida por "Fundição de Massarelos"), uma das principais empresas de fundição portuenses, o projecto mereceu a intervenção da Empreza Industrial Portugueza , de Santo Amaro, Lisboa, que obteve rasgados elogios impressos na secção noticiosa da Revista de Obras Públicas e Minas de Março e Abril de 1893, apesar do contexto nacional ser então ainda profundamente marcado pela instabilidade da esfera metalúrgica e impotência da afirmação siderúrgica.
Mas apesar de idealizada enquanto mercado, a sua fruição foi demasiado fugaz, decerto devido ao facto de, logo em 1900, já não responder, propriamente, aos objectivos para os quais fora concebido, acabando por ser utilizado e adaptado às mais variadas finalidades. Não obstante, reencontraria a sua função primordial já entre 1939 e 1978, altura em que funcionou como mercado abastecedor de frutas, enquanto se equacionava a possibilidade de adequá-lo a Museu Municipal ou Museu Colonial, este último proposto pela Associação Comercial do Porto. E depois de um período de relativo abandono, foi restaurado em 1983, servindo actualmente de espaço de animação cultural, da responsabilidade da edilidade portuense.
Considerado como um dos expoentes da Arquitectura de Ferro erguida na cidade do Porto, e um dos poucos exemplares nacionais não relacionados com os transportes urbanos, promovidos no âmbito da política fontista de supremacia da "funcionalidade mecânica" sobre a "funcionalidade simbólica", o mercado tomou o nome do jurisconsulto e economista portuense, fundador da Associação Comercial do Porto e autor do "Código Comercial Português" (promulgado em 1833), José Ferreira Borges (1786-1838).
Executado com estruturas e superfícies férreas, a planta longitudinal do mercado é marcada por três naves de dimensão diferenciada e colunas com capitéis coríntios, bem como por extensas áreas cobertas com vidraças apoiadas em estrutura metálica, a relembrar a disposição observada no Pavilhão de Exposições do Palácio de Cristal no Porto. Implantado numa plataforma com amplo espaço de circulação em seu redor, a fachada principal, voltada para a Praça Infante D. Henrique, apresenta seis entradas e escadaria de acesso ao primeiro piso. Quanto às fachadas laterais, elas transmitem-nos uma cadência proporcionada pela própria estrutura metálica, ostentando vãos aprimorados com arco abatido completado com lâminas de vidro tipo "veneziano", em cuja gramática decorativa, de foro clássico, preponderam as formas vegetais conjugadas a elementos animalistas.
[AMartins]
  
Imagens
Perspectiva geral do Mercado - Ver Imagem
  
Bibliografia 
TítuloInventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto
LocalLisboa
Data1995
Autor(es)QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho
  
Título"Episódio Arte Nova e a Arquitectura do Ferro", História da Arte em Portugal
LocalLisboa
Data1986
Autor(es)ALMEIDA, Pedro Vieira de
FERNANDES, José Manuel
  
  
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