| Identificação | |
| Designação | Anta da Arquinha da Moura |
| Outras Designações | |
| Categoria / Tipologia | Arqueologia / Anta
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| Inventário Temático | - |
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| Localização | |
| Divisão Administrativa | Viseu / Tondela / Lajeosa do Dão |
| Endereço / Local | -- - Lajeosa
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| Protecção | |
| Situação Actual | Classificado |
| Categoria de Protecção | IIP Imóvel de Interesse Público |
| Decreto | Decreto n.º 5/2002, DR, 1ª Série-B. nº 42, de 19-02-2002 |
| ZEP | Parecer favorável de 23-04-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. (a ZEP só entra em vigor após publicação no DR) Proposta de 19-12-2007 da DRCCentro |
| Zona "non aedificandi" | - |
| Abrangido em ZEP ou ZP | - |
| Património Mundial | - |
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| Descrições | |
| Nota Histórico-Artistica | Construída durante o Neo-calcolítico desta região do actual território português, a "Anta da Arquinha da Moura" ergue-se isoladamente e de forma harmonizada com a Natureza envolvente.
Objecto de escavação nos primeiros anos da década de noventa do século XX, sob coordenação de Ana Maria Cameirão Leite da Cunha, este exemplar motivou, desde logo, o interesse da comunidade científica pelo facto de a mamôa - ou tumulus - se apresentar bastante bem preservada, com um diâmetro aproximado de vinte e três metros e uma altura de quase três, ainda que, até à mencionada (vide supra) intervenção arqueológica, o acesso à câmara funerária já fosse efectuada através de uma abertura rasgada na parte superior da mamôa. Uma situação que não deveria surpreender, pois decorria de uma prática ancestral registada nas restantes regiões, não apenas de Portugal, como, na verdade, de todos os recantos europeus (para nos cingirmos a este Continente). Referimo-nos, em concreto, à permanente busca, essencialmente protagonizada pelas comunidades locais, dos denominados tesouros encantados, plena que se encontrava (e ainda se encontra nalguns contextos) o imaginário popular de fabulações respeitantes à riqueza de tempos idos (tantas vezes em contraste com o presente), numa quase remanescência da obra OsTrabalhos e os Dias (c. de 750 a. C.), na qual o poeta e historiador grego Hesíodo (séc. VIII a. C.) dividiu a História em idades: do Ouro, da Prata, do Bronze, Heróica e do Ferro. Por conseguinte, era para a Idade do Ouro que remetia o auge da Humanidade, numa clara visão apocalíptica do futuro, num exercício em tudo contrário ao entendimento progressista e evolutivo da sociedade humana, que apenas o século XIX imporia (pelo menos no que ao Ocidente se refere). Não admira, por isso, que esta convicção permanecesse no imaginário tradicional, conduzindo à perscrutação do terreno em busca de tesouros soterrados, nomeadamente em arquitecturas tão peculiares, quanto a dos exemplares funerários megalíticos, frequentemente associados a actividades mágicas, quando não à presença moura, para a qual se remetem quase sempre os testemunhos pétreos cujo significado e fazedores há muito se perderam do registo oral.
O dolmen (ou "Anta", como será mais vulgarmente conhecida na região esta tipologia megalítica) ostenta câmara sepulcral de planta poligonal constituída por sete esteios in situ, sendo que a laje de cobertura se encontra fracturada numa das extremidades. Quanto ao corredor (aparentemente construído numa fase posterior à da câmara), ele apresenta-se contrafortado. Embora seja possível que, na origem, a mamôa possuísse carapaça pétrea, os seus construtores terão aproveitado o próprio afloramento granítico, sobre o qual foi edificado, como estrutura de contenção. As escavações conduzidas no sítio permitiram recolher espólio tão variado como exemplares líticos, cerâmicos, algumas peças de adorno e ossadas humanas.
A par do bom estado de conservação em que se apresenta a mamôa, será a existência de pinturas executadas na superfície de alguns dos esteios deste dolmen a característica que mais captará a atenção dos especialistas. As pinturas foram executadas a vermelho, laranja e preto em três esteios da câmara (um dos quais correspondendo ao de cabeceira), onde predominam as composições esquemáticas (geométricas) representativas de antropomorfos e zoomorfos, entre os quais figuram um caprídeo e um cervídeo. Relativamente ao elemento antropomórfico, ele surge-nos segurando, acima da cabeça e com dois extensos raios, um símbolo solar, do qual parece nascer uma segunda representação humana revestido de armação caprina, a mesma que tem sido interpretada como elemento quadrúpede.
[AMartins]
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| Imagens | - |
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| Bibliografia | |
| Título | "300 Sítios arqueológicos visitáveis em Portugal", Al-madan |
| Local | Almada |
| Data | 2001 |
| Autor(es) | RAPOSO, Jorge
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| Título | "Anta da Arquinha da Moura (Tondela)", Trabalhos de Antropologia e Etnologia |
| Local | Porto |
| Data | 1995 |
| Autor(es) | CUNHA, Ana Maria Cameirão Leite da
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| Título | "Os restos humanos exumados da Anta da Arquinha da Moura (Tondela, Viseu)", Estudos Pré-Históricos |
| Local | Viseu |
| Data | 1995 |
| Autor(es) | SILVA, Ana Maria
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| Título | "Um dolmén pintado português, anta da Arquinha da Moura", Archéologia |
| Local | Dijon |
| Data | 1994 |
| Autor(es) | CUNHA, Ana Maria Cameirão Leite da
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| Título | "Pinturas rupestres na anta da Arquinha da Moura (conc. de Tondela, Viseu): notícia preliminar", Estudos Pré-Históricos |
| Local | Viseu |
| Data | 1993 |
| Autor(es) | CUNHA, Ana Maria Cameirão Leite da
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| Título | "A consolidação do sistema agro-pastoril", Nova História de Portugal |
| Local | Lisboa |
| Data | 1990 |
| Autor(es) | JORGE, Susana de Oliveira
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