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Pesquisa de Património - Detalhe

Identificação 
DesignaçãoLivraria Lello e Irmão
Outras Designações
Categoria / TipologiaArquitectura Civil / Livraria
Inventário Temático-
  
Localização 
Divisão AdministrativaPorto / Porto / Vitória
Endereço / Local

Rua das Carmelitas, 144
Porto
0000

  
Protecção 
Situação ActualEm Vias de Classificação
Categoria de ProtecçãoEm Vias de Classificação (Homologado - IIP Imóvel de Interesse Público)
DecretoDespacho de homologação de 14-02-2000 do Ministro da Cultura
ZEP-
Zona "non aedificandi"-
Abrangido em ZEP ou ZPIgreja e Torre dos Clérigos
Zona Histórica do Porto
Património Mundial-
  
Descrições 
Nota Histórico-ArtisticaNo dia 13 de Janeiro de 1906 inaugurava, no Porto, a Livraria Lello, causando grande impacto no meio cultural da época. Tratava-se, no entanto, de um espaço de tradição livreira, uma vez que já aí tinha sido fundada a Livraria Chardron em 1869. No período que decorre entre esta data e a inauguração da Livraria Lello, o edifício conheceu outros proprietários, tendo sido vendido em 1894 a José Pinto de Sousa Lello, que se dedicava ao comércio e importação de livros, possuindo já uma outra livraria na cidade, em sociedade com o seu cunhado David Lourenço Pereira. Por morte deste último, José Pinto de Sousa Lello constituiu sociedade com o seu irmão António Lello, passando a livraria a designar-se Lello & Irmão, Lda.
O edifício, de carácter ecléctico, com fachada neogótica, foi concebido segundo projecto do engenheiro Xavier Esteves, destacando-se fortemente na paisagem urbana envolvente.
A fachada apresenta um arco abatido de grandes dimensões, com entrada central e duas montras laterais. No segundo registo, três janelas rectangulares ladeadas por duas figuras pintadas por José Bielman, representando a Arte e a Ciência, respectivamente. Uma platibanda rendilhada remata as janelas, e a fachada termina em três pilastras encimadas por coruchéus, com vãos de arcaria de gosto neogótico. A decoração é complementada por motivos vegetais, formas geométricas e a designação "Lello e Irmão", sobre as janelas.
No interior, os arcos em ogiva apoiam-se nos pilares em que o escultor Romão Júnior esculpiu os bustos de escritores como Antero de Quental, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Teófilo Braga, Tomás Ribeiro e Guerra Junqueiro, sob baldaquinos rendilhados, de linguagem neogótica. O grande vitral, onde se pode ler a divisa "Decus in Labore", é uma das marcas mais significativas da livraria, pelas dimensões e riqueza de tons; tal como a escadaria de grandes dimensões, de acesso ao 1º piso, e os tectos trabalhados (QUARESMA 1995).
Um conjunto em que a arquitectura e os elementos decorativos deixam transparecer o estilo dominante naquele início de século. De facto, a Livraria Lello é um dos mais emblemáticos edifícios do neogótico portuense, ainda que ligeiramente tardio, mas em perfeita actualidade com algumas das tipologias estéticas da época, a que a literatura não foi alheia.
Actualmente, a Livraria modernizou-se, com o objectivo de se adaptar aos tempos presentes. Foi criada uma nova sociedade - Prólogo Livreiros, S.A. -, onde se inclui ainda um dos herdeiros da família Lello; todo o espaço foi restaurado em 1995 e a Livraria está, hoje, apta a responder aos novos desafios com um serviço actualizado e informatizado, disponibilizando ainda um espaço de galeria de arte e de tertúlia entre intelectuais, que deverá constituir um importante pólo cultural da cidade do Porto.
Rosário Carvalho
  
Imagens
Fhachada principal da livraria - Ver Imagem
Pormenor da fachada com as representações da Arte e da Ciência, da autoria de José Bielman - Ver Imagem
Interior da livraria - Ver Imagem
Perspectiva do 2.º piso e do vitral - Ver Imagem
Pormenor do tecto - Ver Imagem
  
Bibliografia 
TítuloInventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto
LocalLisboa
Data1995
Autor(es)QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho
  
TítuloJornal "O Público"
LocalPorto
Data15/03/1995
Autor(es)
  
  
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