Milaneza, Massas e Bolachas S.A., Grupo Amorim - Lage (proprietário actual) - Parada/ 4445 Águas Santas , Maia
Categoria / Tipologia
Património Industrial / Fábrica
Inventário Temático
Arquitectura Industrial Moderna (1925-1965)
Localização
Divisão Administrativa
Porto / Porto / Campanhã
Endereço / Local
Estrada Nacional 108 Freixo
Protecção
Situação Actual
Em Vias de Classificação
Categoria de Protecção
Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)
Decreto
Despacho de 2-10-2002 (apenas para os edifícios que compõem a antiga Companhia de Moagens Harmonia)
ZEP
-
Zona "non aedificandi"
-
Abrangido em ZEP ou ZP
Palácio do Freixo
Património Mundial
-
Descrições
Nota Histórico-Artistica
Companhia de Moagens Harmonia - armazenamento Porto, 1956 Gabinete NOVOPCA (ass. Eng. Civil Manuel Ramos Pereira)
Empresa remanescente de finais de Oitocentos, as Moagens Harmonia consolidaram a sua importância na indústria moageira do Norte, reunindo no seu recinto fabril uma diversidade construtiva dependente da diferente cronologia articulada com os inevitáveis avanços tecnológicos. Construída no interior do perímetro de um antigo palácio barroco, beneficia da excelente localização junto ao rio Douro, sendo decerto nos primórdios industriais a via de circulação preferencial. Das edificações correspondentes ao crescimento ou actualização industrial ressalta o grupo de silos que irá consolidar a nova era - área fabril. Beneficiando das potencialidades incombustíveis e da estabilidade do betão armado estes silos apresentam um léxico singular pouco usual em projectos tão dependentes de funções estritamente contentorizadoras. De coberturas em terraço, a placa em betão armado remata exteriormente os silos, demarcando plasticamente as áreas funcionais da ensilagem das de circulação e de admissão de cereais localizadas num plano recuado e discreto no cimo do edifício, desenvolvendo-se intencionalmente um enorme e soberbo recinto de observação em todo o vão limítrofe deste corpo superior. Destaca-se desta obra o tratamento formal que a área de circulação vertical sofreu. Colocada propositadamente como uma fachada que se impõe à via pública, remata os volumes circulares dos silos e oculta simultaneamente a sua funcionalidade. Este volume vertical marcado por simétrica fenestração em cimento, emoldurada e destacada por friso do mesmo material, indiciando uma luminosidade constante, é rematado por similar jogo formal onde se inscreve a marca HARMONIA e que como uma gigantesca platibanda encobre o volume superior. A imposição ao transeunte de uma formalização com qualidade urbana, assente na sua extrema verticalidade articulada com o jogo compósito das janelas, qualifica esta torre publicitária como um elemento ou peça escultórica de referências gráficas modernas.