| Identificação | |
| Designação | Paço dos Duques de Bragança |
| Outras Designações | Paço dos Duques de Guimarães |
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Civil / Paço
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| Inventário Temático | - |
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| Localização | |
| Divisão Administrativa | Braga / Guimarães / Guimarães (Oliveira do Castelo) |
| Endereço / Local | Rua R. Conde D. Henrique Monte Latito ou Falperra 4810-245 Guimarães |
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| Protecção | |
| Situação Actual | Classificado |
| Categoria de Protecção | MN Monumento Nacional |
| Decreto | Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136, de 23-06-1910 |
| ZEP | DG (II Série), n.º 170, de 23-07-1955 |
| Zona "non aedificandi" | - |
| Abrangido em ZEP ou ZP | - |
| Património Mundial | - |
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| Descrições | |
| Nota Histórico-Artistica | Mandado construir no primeiro quartel do século XV, provavelmente entre 1420 e 1422, por D. Afonso, Conde de Barcelos - filho bastardo de D. João I e futuro Duque de Bragança -, a edificação do Paço coincidiu com a concretização do seu segundo casamento, altura em que fixou residência em Guimarães. Não está ainda completamente definida a estrutura original deste paço, tremendamente restaurado no século XX e com soluções vincadamente inventivas. Por outro lado, a sua construção não foi uniforme, demorando-se o estaleiro por todo o século XV e avançando mesmo pela centúria de Quinhentos. Estruturado a partir de um pátio central quadrangular, as alas laterais albergam as dependências mais importantes, enquanto que a capela se encontra no lado oposto à entrada, na ala que em melhor estado chegou aos nossos dias. Tais características básicas fazem deste monumento um dos melhores exemplos portugueses da tradição construtiva nobre tardo-medieval, em pleno desenvolvimento nas regiões francesas desde a segunda metade do século XIV, e de que o Palácio dos Reis de Maiorca, em Perpignan, são um fiel modelo (SILVA, 1996, p.32). Na viragem para o século XVI, prosseguindo as obras, tudo indica que se tenha procurado maior monumentalidade, acrescentando-se, para isso, um piso sobre a porta principal. Este segundo impulso construtivo terá sido determinado pelo segundo duque de Bragança, D. Fernando, e a ele deveremos a rigorosa simetria em altura de todo o conjunto (Ibidem, pp.32-33). A organização funcional dos espaços, contudo, deverá datar do projecto original, e compreende duas grandes áreas divididas em altura: no primeiro piso, as dependências de serviços e de apoio; no segundo, as habitações nobres, estruturadas a partir da capela em áreas para o duque e para a duquesa. Curta vida funcional teve, contudo, este paço. Nesse mesmo século XVI, a transferência do duque de Bragança para Vila Viçosa determinou o encerramento do paço de Guimarães durante largos períodos. Sensivelmente um século depois, dava-se início à grande sangria do monumento, com uma primeira autorização régia de utilização da sua pedra. Os séculos seguintes foram de profunda degradação, continuando a sua pedra a ser dispersa por várias obras da cidade e agravando-se o seu estado com novas funcionalidades, como a de quartel, a partir de 1807. Nos inícios do século XX, a estrutura medieval encontrava-se irremediavelmente corrompida. O radical restauro efectuado a partir de 1937, da autoria do Arquitecto Rogério de Azevedo, foi tão polémico como revitalizador. A opção restauradora baseou-se na análise de outros paços medievais estrangeiros, mas também numa pretensa ilusão de monumentalidade, que os homens da década de 30 do século XX estavam longe de assegurar. Nestas obras confluíram ainda outros aspectos de índole político-religiosa, tão característicos do Estado-Novo, cuja natureza nacionalista do regime via na Guimarães medieval o mais poderoso e genuíno traço do povo português. Não admira, neste sentido, que o paço tenha sido transformado em residência oficial do Presidente do Conselho e da Presidência da República, este último cargo que acumula até ao presente. Na actualidade, parte do imóvel encontra-se reconvertido em Museu, cuja colecção e disposição tem por objectivo a aproximação a um quotidiano do paço durante os séculos XVI e XVII. Do vasto espólio, destaca-se, pelo seu valioso contributo para a História dos Descobrimentos, o conjunto de quatro cópias das tapeçarias de Pastrana, que narram alguns dos passos das conquistas do Norte de África e cujo desenho vem sendo atribuído ao pintor Nuno Gonçalves, autor do políptico de São Vicente de Fora; a colecção de porcelanas da Companhia das Índias; o conjunto de faianças portuguesas de importantes fábricas: Prado, Viana, Rocha Soares, Rato; o núcleo de tapeçarias flamengas, de Pieter Paul Rubens, entre muitas outras obras. PAF |
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| Imagens | | Panorâmica parcelar da fachada principal (1991) - | Ver Imagem |
| Perspectiva parcial do pátio central (1991) - | Ver Imagem |
| Pormenor do pátio central estruturante, vendo-se a capela ao fundo - | Ver Imagem |
| Pormenor dos andares superiores do pátio central - | Ver Imagem |
| Réplica de uma das tapeçarias de Pastrana - | Ver Imagem |
| Vista parcial de um quarto na área do museu - | Ver Imagem |
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| Bibliografia | |
| Título | Mil anos a construir Portugal |
| Local | Guimarães |
| Data | 2000 |
| Autor(es) | |
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| Título | Paço dos Duques de Bragança - Castelhano |
| Local | Lisboa |
| Data | 1999 |
| Autor(es) | |
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| Título | "Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães", Patrimonia, nº1, 1996, pp.29-36 |
| Local | - |
| Data | 1996 |
| Autor(es) | SILVA, José Custódio Vieira da
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| Título | "Um percurso por Guimarães medieval no século XV", Patrimonia, nº1, 1996, pp.9-16 |
| Local | - |
| Data | 1996 |
| Autor(es) | FERREIRA, Maria da Conceição Falcão
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| Título | Paços Medievais Portugueses |
| Local | Lisboa |
| Data | 1995 |
| Autor(es) | SILVA, José Custódio Vieira da
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| Título | Paço Ducal de Guimarães |
| Local | Lisboa |
| Data | 1993 |
| Autor(es) | FONTE, Barroso da
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| Título | Solares portugueses |
| Local | Lisboa |
| Data | 1988 |
| Autor(es) | AZEVEDO, Carlos de
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| Título | Monografia de Guimarães e seu Termo |
| Local | Guimarães |
| Data | 1984 |
| Autor(es) | LINO, António
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| Título | Paço dos Duques de Guimarães. Separata de Palácios Portugueses 1 |
| Local | - |
| Data | 1973 |
| Autor(es) | SILVA, Jorge Henrique Pais da Silva
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| Título | Paço dos Duques (Guimarães) |
| Local | Guimarães |
| Data | 1964 |
| Autor(es) | AZEVEDO, António de
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| Título | "O paço do conde D. Henrique e o paço dos Duques em Guimarães", Boletim Cultural, vol. XXV, fasc.1-2-, 1962 |
| Local | Porto |
| Data | 1962 |
| Autor(es) | AZEVEDO, Rogério de
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| Título | Paço dos Duques em Guimarães. Boletim da DGEMN |
| Local | Lisboa |
| Data | 1959 |
| Autor(es) | |
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| Título | Guimarães - guia de turismo |
| Local | - |
| Data | 1953 |
| Autor(es) | GUIMARÃES, Alfredo
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| Título | "A propósito do Paço dos Duques em Guimarães", Arquivo Municipal, 1942 |
| Local | Guimarães |
| Data | 1942 |
| Autor(es) | PIMENTA, Alfredo
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| Título | Despropósito a propósito do Paço dos Duques de Guimarães. Epístola ao Sr. Dr. Alfredo Pimenta |
| Local | Porto |
| Data | 1942 |
| Autor(es) | AZEVEDO, Rogério de
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| Título | O paço dos Duques de Guimarães (preâmbulo à memória do projecto de restauro) |
| Local | Porto |
| Data | 1942 |
| Autor(es) | AZEVEDO, Rogério de
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