| Identificação | |
| Designação | Igreja do antigo Mosteiro de Jesus e claustro, incluindo a primitiva casa do Capítulo |
| Outras Designações | Convento de Jesus de Setúbal |
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Religiosa / Mosteiro
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| Inventário Temático | - |
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| Localização | |
| Divisão Administrativa | Setúbal / Setúbal / Setúbal (São Julião) |
| Endereço / Local | Praça Miguel Bombarda Setúbal 2900 Setúbal Rua Acácio Barradas Setúbal 2900 Setúbal |
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| Protecção | |
| Situação Actual | Classificado |
| Categoria de Protecção | MN Monumento Nacional |
| Decreto | Dec. nº 23 008, DG 196 de 30-08-1933 Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136, de 23-06-1910 |
| ZEP | Portaria n.º 936/95, DR (I-B Série), de 25-07-1995; DG (II Série), n.º 137, de 15-06-1946 |
| Zona "non aedificandi" | Portaria n.º 936/95, DR (I-B Série), de 25-07-1995; DG (II Série), n.º 137, de 15-06-1946 |
| Abrangido em ZEP ou ZP | - |
| Património Mundial | - |
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| Descrições | |
| Nota Histórico-Artistica | O Convento de Jesus de Setúbal foi fundado por Justa Rodrigues Pereira, ama de D. Manuel, em 1490, ainda no reinado de D. João II. É este monarca quem no ano seguinte, após visita às obras, assume o encargo das mesmas e manda ampliar consideravelmente o projecto inicial (com novos alicerces e segunda fundação), entregando a condução das obras a Diogo de Boitaca, que aqui realiza o seu primeiro trabalho no país. A primeira cabeceira da igreja estaria concluída em 1495, aquando da morte de D. João II; o corpo foi terminado pouco tempo depois, contando já com o patrocínio de D. Manuel, que determinou serem erguidas três naves abobadadas, em vez da projectada nave única com tecto de madeira. A ocupação do convento anexo pelas freiras clarissas, em meados de 1496, atesta da rapidez com que a obra avançou, embora a cabeceira joanina ainda tenha sido refeita, por se considerar demasiado pequena, na primeira década de quinhentos. O conjunto conventual ergue-se no que era então zona extra-muros do burgo, conforme hábito dos edifícios mendicantes; a sua fachada recebeu considerável nobilitação com a doação feita por D. Jorge de Lencastre, filho bastardo de D. João II e Mestre da Ordem de Santiago, do extenso terreno fronteiro, ainda na primeira metade do século XVI, onde mandou erguer um cruzeiro (originalmente situado em frente da cabeceira da igreja). O largo assim caracterizado mantém-se até hoje de forma praticamente inalterada, permitindo uma melhor leitura do edifício, apesar da densa urbanização que o envolve (SILVA, J. Custódio Vieira, 1990, p. 56). A igreja apresenta alçados baixos, robustos e contrafortados, de acordo com a necessidade, surgida após a intervenção manuelina, de reforçar os panos murários de forma a suportar a abóbada de pedra. Entre dois contrafortes levanta-se o portal inscrito em gablete, voltado a Sul, e decorado com alusões ao modelo de vida conventual e à ordem franciscana, bem como, provavelmente, à própria fundadora, pela repetição da letra Y, alusão cristológica (a letra, equivalente ao J, representa o nome de Jesus) mas que remete igualmente para o nome de Justa Rodrigues. Rasgam-se ainda, na fachada principal, um janelão na nave e outro, maior e muito decorado, iluminando a capela-mor. O corpo da igreja liga-se ao quadrado da capela-mor, mais elevado em alçado, e coberto por uma impressionante abóbada estrelada em dois tramos; as suas elegantes nervuras curvas são talvez das primeiras usadas no país (PEREIRA, Paulo, 1995, p. 48). Na nave central, a solução escolhida pelo mestre construtor para lançar a abóbada é testemunha da tardia opção que esta representou: as mísulas de suporte da mesma foram colocadas um pouco acima dos capiteis das colunas da nave, projectada para apoiar um tecto de madeira, e foram então unidas a estes por meio de finos colunelos prismáticos, sem efeito estrutural, destinados apenas a harmonizar o conjunto. Uma das suas mais atraentes e singulares características, representando solução pioneira, é justamente a unidade do espaço, com as três naves abobadadas à mesma altura, permitindo uma iluminação uniforme do interior, ao modo das igrejas-salão; outra será a utilização, francamente original, de colunas formadas por três toros enrolados, evocando o modelo e o simbolismo da coluna salomónica, ou remetendo mais directamente para o dogma da Trindade (PEREIRA, J. António Baptista, 1989, p. 25). O peso da abóbada e as alterações do plano inicial justificam ainda a estreiteza das naves laterais, destinadas a aumentar a dignidade do templo, e a sua cobertura com meias abóbadas de canhão, funcionando como arcobotantes (PEREIRA, Paulo, 1995, p. 48) que se conjugam com os contrafortes da fachada. O sistema de sólida contrafortagem repete-se no claustro quadrangular, cujo chafariz central é já seiscentista. Também no início do século XVII foram fechadas as galerias do andar superior do claustro, e abertas as janelas que hoje se vêem. SML |
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| Imagens | | Igreja do Mosteiro de Jesus - vista geral - | Ver Imagem |
| Igreja do Mosteiro de Jesus - cabeceira - | Ver Imagem |
| Igreja do Mosteiro de Jesus - aspecto do claustro - | Ver Imagem |
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| Bibliografia | |
| Título | Estudos das Argamassas de Reboco para o Convento de Jesus, em Setúbal |
| Local | - |
| Data | 1997 |
| Autor(es) | Ministério da Cultura e Instituto Português do Património Arquitectónico
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| Título | Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, IPPAR, vol. III |
| Local | Lisboa |
| Data | 1993 |
| Autor(es) | LOPES, Flávio
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| Título | Setúbal |
| Local | Lisboa |
| Data | 1990 |
| Autor(es) | SILVA, José Custódio Vieira da
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| Título | Convento de Jesus, 500 anos, Arqueologia e História |
| Local | - |
| Data | 1989 |
| Autor(es) | PEREIRA, Fernando António Baptista SILVA, Carlos Manuel Lindo Tavares da
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| Título | A Arquitectura Gótica em Portugal, 3ªed. |
| Local | Lisboa |
| Data | 1981 |
| Autor(es) | CHICÓ, Mário Tavares
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| Título | "A Igreja do Convento de Jesus de Setúbal na evolução da arquitectura manuelina", Sep. Belas Artes, 2ª s., 3 |
| Local | - |
| Data | 1978 |
| Autor(es) | DIAS, Pedro
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| Título | "A Igreja do Mosteiro de Jesus de Setúbal", Boletim da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, nº 47 |
| Local | - |
| Data | 1947 |
| Autor(es) | Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais
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| Título | Noticia dos monumentos nacionaes e edificios e logares notaveis do concelho de Setubal |
| Local | - |
| Data | 1882 |
| Autor(es) | PORTELA, Manuel Maria
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| Título | "Para a História da Igreja e Convento de Jesus de Setúbal", in Património, 2 e 3-4 |
| Local | - |
| Data | - |
| Autor(es) | SILVA, José Custódio Vieira da
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