| Identificação | |
| Designação | Palácio Nacional de Queluz e jardins |
| Outras Designações | |
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Civil / Palácio
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| Inventário Temático | - |
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| Localização | |
| Divisão Administrativa | Lisboa / Sintra / Queluz |
| Endereço / Local | Largo do Palácio Queluz 2745-191 Queluz |
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| Protecção | |
| Situação Actual | Classificado |
| Categoria de Protecção | MN Monumento Nacional |
| Decreto | Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136, de 23-06-1910 |
| ZEP | DG, n.º 62, de 16-03-1948; DG n.º 291, de 15-12-1961; DG (II Série), n.º 200, de 24-08-1968 |
| Zona "non aedificandi" | DG, n.º 62, de 16-03-1948; DG n.º 291, de 15-12-1961; DG (II Série), n.º 200, de 24-08-1968 |
| Abrangido em ZEP ou ZP | - |
| Património Mundial | - |
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| Descrições | |
| Nota Histórico-Artistica | O palácio de Queluz, propriedade primeira da Casa do Infantado (criada por D. João IV para os filhos segundos dos reis, que teve por base os bens confiscados à família Moura Corte Real, Marqueses de Castelo Rodrigo, que era partidária de Castela), foi objecto de um prolongado processo de obras, que adequou os imóveis existentes, e os que se iam projectando, ao gosto e necessidades de cada um dos residentes. "Se, acerca de Mafra não se podia falar em manta de retalhos, em Queluz a expressão tem pleno cabimento. O palácio é um local feérico e despreconceituoso em que a arquitectura se exibe com a transitividade da festa e a seriedade da exibição do poder" (GOMES, 1987, p.43). A Quinta conheceu uma primeira ampliação ao pavilhão de caça que aí existia desde o século XVI, no tempo de D. Francisco, irmão de D. João V. É possível que o torreão e ermida, erguidos no início do século XVIII, tivessem sido desenhados por Manuel da Costa Negreiros. Foi, no entanto, com D. Pedro (futuro D. Pedro III, pelo casamento com a princesa herdeira D. Maria), que Queluz assumiu as proporções de um verdadeiro palácio estival, conhecendo então duas grandes campanhas de obras. Na primeira, a figura de D. Pedro encontrava-se relativamente à margem da corte, e a direcção dos trabalhos e os planos foram da responsabilidade do arquitecto da Casa do Infantado, Mateus Vicente de Oliveira. A segunda ficou marcada pela figura do francês Jean Baptiste Robillion, tendo ocorrido paralela à reconstrução de Lisboa, e após o casamento de D. Pedro (em 1760) que ganhou, então, maior notoriedade. Retomando as intervenções no Palácio, Mateus Vicente trabalhou aqui entre 1747 e 1752, ordenando o pátio de honra, reformando o torreão de D. Francisco, e definindo a fachada de cerimónia sobre os jardins, que recorda a da Igreja das Mercês, no denominado "barroco congelado" (GOMES, p.43). A fachada de Malta, com duplo telhado e "coroamento dinâmico" ligado às suas experiências do barroco italiano e do centro da Europa, foi modificada, mais tarde, com a abertura da Sala do Trono (1768) (PIMENTEL, 1989, p.392). Os jardins foram decorados por vasos, estátuas de mármore e chumbo, vindas de Itália e de Inglaterra (e mais tarde, o canal foi um dos primeiros exemplos de revestimento azulejar policromo rococó). Depois de 1755, Mateus Vicente, chamado a Lisboa, cedeu o seu papel a Jean Baptiste Robillion, que desenhou um plano de jardins à Le Nôtre; o próprio pavilhão com o seu nome, em 1774, destinado aos aposentos do príncipe, e que deveria resolver a questão dos desníveis do terreno com uma escadaria cenográfica estilo Luís XV; e todo o conjunto dos interiores que denunciam o gosto rocaille francês. Para além dos artífices franceses, aqui trabalhou Silvestre Faria Lobo (responsável pela talha da capela, em 1752), colaborando com Robillion na concepção de interiores tão significativos como os da sala dos Embaixadores, da sala do Trono, ou da sala de Música. Nesta segunda fase, o Palácio fechou-se sobre si próprio, passando a sua planta a desenhar um U, cujo intimismo é comum aos palácios rocaille, um pouco por toda a Europa. Por outro lado, acentuou-se a importância dos interiores, tornando Queluz num dos mais expressivos exemplos da aplicação da talha na arquitectura civil. As obras prosseguiram com outros intervenientes, mantendo-se até 1807. A Casa da Ópera, da autoria de Inácio de Oliveira Bernardes, remonta a 1778. A sua posterior destruição deu lugar ao Pavilhão D. Maria, edificado entre 1785 e 1792, sob projecto de Manuel Caetano de Sousa. Esta é, actualmente, a residência oficial dos Chefes de Estado que visitam Portugal. Quando, em 1794, a família real foi obrigada a deslocar-se para Queluz, em consequência do incêndio da Real Barraca da Ajuda, introduziram-se novas modificações e alterações funcionais, modificando-se, também, a própria designação dos espaços - a Sala Grande passou a ser denominada por Sala dos Embaixadores e a Sala Oval por Sala do Trono. (RC) |
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| Imagens | |
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| Recuperação e Valorização | Lista dos Processos de Recuperação e Valorização do
Património |
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| Bibliografia | |
| Título | "A obra do escultor inglês John Cheere para os jardins do Palácio de Queluz. Novos contributos documentais", Revista Património - Estudos, nº8, pp.81-92 |
| Local | Lisboa |
| Data | 2005 |
| Autor(es) | GRILO, Fernando NETO, Maria João Baptista
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| Título | "A recuperação dos jardins, pomares e bosquetes da Quinta Real de Queluz", Revista Património - Estudos, nº8, pp.73-80 |
| Local | Lisboa |
| Data | 2005 |
| Autor(es) | GONÇALVES, Rita M. Theriaga
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| Título | Inventário do Palácio de Queluz. Colecção de cerâmica |
| Local | Lisboa |
| Data | 2002 |
| Autor(es) | |
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| Título | O Pavilhão Robillion do Palácio Nacional de Queluz : história, arte, construção e restauro (1758-1940) |
| Local | - |
| Data | 2000 |
| Autor(es) | FERRO, Maria Inês
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| Título | Esculturas dos Jardins de Queluz/ Sculptures in the Gardens of Queluz. Fotografia de Nicolas Sapieha |
| Local | Lisboa |
| Data | 1997 |
| Autor(es) | SAPIEHA, Nicolas
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| Título | Queluz. O Palácio e os Jardins |
| Local | Lisboa |
| Data | 1997 |
| Autor(es) | FERRO, Maria Inês
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| Título | "Palácio de Queluz", Dicionário da Arte Barroca em Portugal |
| Local | Lisboa |
| Data | 1989 |
| Autor(es) | PIMENTEL, António Filipe
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| Título | "Os jardins do Palácio de Queluz : orientações de gosto, utência e simbólica", Sep. de Revista de História Económica e Social, 1988 |
| Local | - |
| Data | 1988 |
| Autor(es) | CANAVEIRA, Manuel Filipe Cruz de Morais
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| Título | A cultura arquitectónica e artística em Portugal no séc. XVIII |
| Local | Lisboa |
| Data | 1988 |
| Autor(es) | GOMES, Paulo Varela
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| Título | Solares portugueses |
| Local | Lisboa |
| Data | 1988 |
| Autor(es) | AZEVEDO, Carlos de
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| Título | Lisboa Pombalina e o Iluminismo |
| Local | Lisboa |
| Data | 1987 |
| Autor(es) | FRANÇA, José-Augusto
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| Título | Palácio de Queluz, Sep. Palácios Portugueses, 1 |
| Local | - |
| Data | 1973 |
| Autor(es) | GUEDES, Maria Natália Correia
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| Título | O palácio dos senhores do infantado em Queluz |
| Local | Lisboa |
| Data | 1971 |
| Autor(es) | GUEDES, Maria Natália Correia
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| Título | Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem) |
| Local | Porto |
| Data | 1900 |
| Autor(es) | SEQUEIRA, Gustavo de Matos
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| Título | Descripção das allegorias pintadas nos tectos do Real Palacio de Queluz, novamente reformado à ordem do general em chefe do exercito francez na occasião em que esperava em Portugal o seu imperador |
| Local | - |
| Data | 1808 |
| Autor(es) | Costa, Manuel da
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| Título | História do Palacio Nacional de Queluz |
| Local | - |
| Data | - |
| Autor(es) | PIRES, António Pequito Caldeira
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