Ministério da Cultura
English versionVersão Portuguesa  
IPPAR Voltar à home do Património
Voltar à home do Património
Home Mapa do Site Contacto Pesquisa FAQ's Formulários Links

Pesquisa de Património - Detalhe

Identificação 
DesignaçãoCastelo de Beja
Outras DesignaçõesTorre de Menagem do Castelo de Beja
Categoria / TipologiaArquitectura Militar / Castelo
Inventário Temático-
  
Localização 
Divisão AdministrativaBeja / Beja / Beja (Santiago Maior)
Endereço / Local

Rua de D. Dinis
Beja
0000-000 -

Rua Antero de Quental
Beja
0000-000 -

  
Protecção 
Situação ActualClassificado
Categoria de ProtecçãoMN Monumento Nacional
DecretoDecreto de 16-06-1910, DG n.º 136, de 23-06-1910
ZEPDG (II Série), n.º 71, de 25-03-1955
Zona "non aedificandi"-
Abrangido em ZEP ou ZP-
Património Mundial-
  
Descrições 
Nota Histórico-ArtisticaA cidade de Beja apresenta uma longa história que se alicerça em torno do actual castelo. A Pax Julia romana estruturou-se a partir de uma pequena elevação onde se pensa ter existido um oppidum. Esta primitiva muralha é ainda bastante desconhecida, devendo ter planta quase circular, nas palavras de André de Resende, mas cuja real dimensão e tipologia ainda não está definida.
As informações que depois nos chegaram relativas à Alta Idade Média revelam-se ainda menos esclarecedoras. No século V, a disputa aberta entre Visigodos e Suevos chegou às portas de Beja. Durante o período islâmico, as múltiplas rebeliões internas que eclodiram na cidade fizeram com que as tropas fiéis ao Emirato e ao Califado atacassem as suas muralhas, acções que ditaram mesmo o início do declínio de Beja no contexto regional do Sudoeste peninsular. E mesmo em 1162, Fernão Gonçalves e alguns cavaleiros de Santarém apoderaram-se da região durante escassos anos. Neste panorama, é certo que a primitiva cerca romana foi parcialmente destruída e refeita mais que uma vez, mas a rigorosa análise do existente e do arqueológico não está ainda efectuada.
Indicações mais concretas sobre o castelo de Beja datam já do período português, mais concretamente do reinado de D. Afonso III, a quem se deve a reconstrução do castelo e respectiva actualização arquitectónica com vista às novas exigências de guerra. As obras, contudo, haveriam de se prolongar pelo reinado de D. Dinis e ainda em 1372 D. Fernando ordenava ao mestre da Ordem de Santiago que procedesse a obras na fortaleza.
A localização estratégica da cidade na vasta planície do Baixo Alentejo demonstrou a importância do castelo de Beja ao longo dos séculos, sendo mesmo restaurado na segunda metade do século XVI, quando a sua tipologia medieval se mostrava já obsoleta perante as exigências pirobalísticas do momento. Em total decadência no século XIX, altura em que passou a servir de prisão militar, o castelo foi integralmente restaurado pela DGEMN nos meados do século XX, desafogando-se então as suas muralhas de construções então adossadas e beneficiando-se extraordinariamente a sua torre de menagem.
De planta pentagonal, o castelo afonsino-dionisino compunha-se de duas portas fundamentais, abertas a nascente e a poente da alcáçova e seis torres defensivas, uma das quais a de menagem. Bastante mais complexa era a cintura de muralhas que delimitava o núcleo urbano, uma cerca que integrava mais de quarenta torres e quatro portas principais (portas de Évora, de Mértola, de Avis e de Aljustrel) a que se acrescentaram mais três com o correr dos séculos (portas de Moura, de São Sisenando e da Corredoura). Crê-se que esta cintura de muralhas implantou-se sobre as antigas estruturas defensivas romanas (ESPANCA, 1993), mas também aqui não possuímos conclusões inteiramente seguras.
Actualmente, a imagem mais importante deste castelo é a sua imponente torre de menagem, estrutura quadrangular bastante robusta edificada no reinado de D. Dinis (de finais deste reinado segundo Mário BARROCA, 2002, p.84), de que terá mesmo existido uma lápide a indicá-lo. Com algumas obras nos séculos XIV e XV, esta torre organiza-se a três registos, sendo o último rodeado por ampla varanda assente em matacães, uma tipologia que encontramos poucos anos antes na igualmente majestosa torre de menagem do castelo de Estremoz.
PAF
  
Imagens
Vista geral da torre de menagem - Ver Imagem
  
Bibliografia 
TítuloHistória da Arte em Portugal - o Gótico
LocalLisboa
Data2002
Autor(es)ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de
BARROCA, Mário Jorge
  
TítuloBeja. Olhares sobre a cidade
Local-
Data1993
Autor(es)
  
TítuloInventário Artístico de Portugal - Distrito de Beja, Vol. XII
LocalLisboa
Data1992
Autor(es)ESPANCA, Túlio
  
TítuloHIstória da Arte em Portugal, vol. 1
Local-
Data1986
Autor(es)
  
TítuloOs mais belos castelos e fortalezas de Portugal
LocalLisboa
Data1986
Autor(es)CABRITA, Augusto
GIL, Júlio
  
TítuloA gloriosa história dos mais belos castelos de Portugal
LocalBarcelos
Data1969
Autor(es)PERES, Damião
  
Título"História das Antiguidades da Cidade de Beja", Arquivo de Beja, Vol. V, Beja, Câmara Municipal de Beja,1948
Local-
Data1948
Autor(es)SILVA, Félix Caetano da
  
TítuloBeja no anno de 1845 ou primeiros traços estatísticos d'aquela cidade
Local-
Data1847
Autor(es)RIBEIRO, José Silvestre
  
Título"Beja e as suas fortificações", Arquivo de Beja, vol. 23-24, Beja, Câmara Municipal de Beja, 1966
Local-
Data-
Autor(es)CANELAS, Carlos Augusto Ponce
  
  
Voltar