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Pesquisa de Património - Detalhe

Identificação 
DesignaçãoCerca de Coimbra designadamente o Arco de Almedina
Outras DesignaçõesMuralhas de Coimbra incluindo o Arco Pequeno de Almedina
Categoria / TipologiaArquitectura Civil / Cerca
Inventário Temático-
  
Localização 
Divisão AdministrativaCoimbra / Coimbra / Coimbra (São Bartolomeu)
Endereço / Local

-- Locais dispersos em Coimbra

  
Protecção 
Situação ActualClassificado
Categoria de ProtecçãoMN Monumento Nacional
DecretoDecreto nº 26 141, DG n.º 287, de 10-12-1935
Decreto nº 7 552-A, DG n.º 133, de 01-07-1921
Decreto nº 2 789, DG n.º 121, de 16-06-1921
Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136, de 23-06-1910
ZEPDG, n.º 153, de 02-07-1960
DG, n.º 269 de 17-11-1961
Zona "non aedificandi"-
Abrangido em ZEP ou ZP-
Património Mundial-
  
Descrições 
Nota Histórico-ArtisticaA cidade de características urbanas mediterrânicas mais a Norte de Portugal, como se lhe referiu Cláudio Torres (1999, p.54), foi cintada, na época medieval, por uma poderosa muralha de que se conservam ainda alguns vestígios importantes. O perímetro amuralhado, parcialmente reconstituído por alguns autores, é considerável, desenvolvendo-se desde a margem do Mondego, onde uma grande torre - Torre de Belcouce - defendia a parte mais baixa do recinto. A cerca desenvolvia-se em planta oval, passando pela actual Rua Ferreira Borges, onde se conserva ainda o grandioso arco de Almedina, e subia até ao actual Museu Machado de Castro, a partir do qual se iniciava a alcáçova, genericamente conotada com o Largo de D. Dinis.
Infelizmente, as fases de destruição por que passou o centro histórico da cidade não permitem, hoje em dia, reconhecer a totalidade do alinhamento amuralhado. O castelo, de que subsistiram plantas de época pombalina referenciando a torre de menagem românica, foi quase totalmente destruído em 1772, altura de um projectado, mas não realizado, observatório. Posteriormente, a edificação estado-novista na alta da cidade determinou a destruição de inúmeros vestígios da estrutura militar antiga.
A par de alguns troços de muralha inseridos na malha urbana e em edificações posteriores, conservam-se algumas torres e portas que constituem, ainda, uma referência obrigatória na paisagem urbana de Coimbra.
A mais importante é a Porta da Almedina, localizada na Rua Ferreira Borges e originalmente defronte do leito do Mondego. Compõe-se de um grande arco, incialmente em ferradura, mas cujos saiméis laterais foram desbastados ao longo dos séculos conferindo-lhe a actual feição de volta perfeita, protegido por uma não menos grandiosa torre. Como entrada natural e privilegiada na cidade, esta porta foi objecto de algumas modificações e actualizações, especialmente na época moderna. No reinado de D. Manuel ou, mais propriamente, no de D. João III, a torre foi adaptada a Casa da Câmara. Data dessa altura a campanha artística renascentista levada a cabo por João de Ruão, escultor a quem se deve o baixo relevo da Virgem com o Menino que sobrepuja o interior do arco-túnel, e a janela quadrangular decorada que o ladeia. Já em finais do século XIX, a torre teve várias funções, como a de Escola Livre das Artes do Desenho, dirigida por António Augusto Gonçalves, até que aqui se estabeleceu o Arquivo Histórico Municipal.
Outro elemento importante que ainda subsiste do perímetro amuralhado medieval é a pequena porta junto ao Museu Nacional de Machado de Castro, composta por um arco de ferradura inserido num alfiz e sobrepujado por ameias, facto que revela o cuidado na execução desta parte da muralha e até a elegância das suas realizações. A torre de Anto, cuja classificação foi efectuada autonomamente, constitui um vestígio mais do que foi a muralha da cidade de Coimbra.
O contributo da Arqueologia no centro histórico de Coimbra será decisivo para o reconhecimento das estruturas militares medievais da cidade. Escavações actualmente em curso no pátio da Universidade têm revelado algumas estruturas de extremo interesse, relacionadas com o Paço - de origem islâmica e sucessivamente transformado pelos nossos monarcas ao longo dos séculos - que a muralha envolvia. O alargamento das áreas intervencionadas arqueologicamente com certeza trará novos dados para um dos problemas que os autores que se têm dedicado à história da cidade mais se debatem: a definição do(s) traçado(s) da muralha durante a Idade Média, desde a sua possível construção - em época romana ou islâmica - até às transformações da Baixa Idade Média. PAF
  
Imagens
Torre de Almedina - Ver Imagem
Arco da Torre de Almedina - Ver Imagem
Pormenor do intradorso do arco - Ver Imagem
  
Bibliografia 
TítuloPatrimónio Edificado com Interesse Cultural - Concelho de Coimbra
LocalCoimbra
Data2009
Autor(es)Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Coimbra
  
TítuloCoimbra - guia para uma visita
LocalCoimbra
Data2003
Autor(es)DIAS, Pedro
  
TítuloTerras da Moura encantada
Local-
Data1999
Autor(es)GOMEZ, Susana
MACIAS, Santiago
TORRES, Claudio
  
TítuloCoimbra e Região
LocalLisboa
Data1987
Autor(es)BORGES, Nelson Correia
  
TítuloA gloriosa história dos mais belos castelos de Portugal
LocalBarcelos
Data1969
Autor(es)PERES, Damião
  
TítuloInventario Artistico de Portugal - Cidade de Coimbra.
LocalLisboa
Data1947
Autor(es)CORREIA, Vergílio
GONCALVES, António Nogueira
  
  
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