| Identificação | |
| Designação | Igreja de Santo António |
| Outras Designações | |
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Religiosa / Igreja
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| Inventário Temático | - |
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| Localização | |
| Divisão Administrativa | Faro / Lagos / Lagos (São Sebastião) |
| Endereço / Local | Rua General Alberto da Silveira Lagos 8600 Lagos |
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| Protecção | |
| Situação Actual | Classificado |
| Categoria de Protecção | MN Monumento Nacional |
| Decreto | Decreto n.º 9 842, DG n.º 137, de 20-06-1924 |
| ZEP | DG (II Série), n.º 275, de 24-11-1969 |
| Zona "non aedificandi" | - |
| Abrangido em ZEP ou ZP | - |
| Património Mundial | - |
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| Descrições | |
| Nota Histórico-Artistica | A igreja de Santo António de Lagos, anexa ao actual Museu Dr. José Formosinho, foi reedificada em 1769, por vontade de Hugo Beaty, Comandante do Regimento de Infantaria de Lagos, que administrava a Confraria de Santo António, existente desde 1702. Irlandês de nascença, Beaty instalou-se em Lagos aquando da guerra com Espanha, sob o comando do Conde de Lippe, tendo aí permanecido até falecer, como testemunha a lápide sepulcral que se encontra no pavimento da igreja (FORMOSINHO, 1994, p. 38). Todavia, muitas são as referências documentais que atestam a existência de uma igreja anterior à que hoje observamos (ROCHA, 1991, pp. 145-146). Esta, teria sofrido grande ruína com o Terramoto de 1755, o que conduziu à sua reedificação em 1769. A relativa simplicidade da fachada contrasta fortemente com o interior, de nave única e sem capelas laterais, totalmente revestido por talha dourada, e por isso mesmo, considerado um dos exemplos mais notáveis de templo forrado a ouro existente no Sul do país. A obra do retábulo, que sobreviveu ao Terramoto, foi encomendada pela Confraria de Santo António, datando de 1718 o contrato celebrado entre o comandante de Infantaria Álvaro Pereira de Lacerda (irmão do cardeal de Lacerda, Bispo do Algarve) e o entalhador Gaspar Martins (1676-1746). O valor contratado era de 612$000 réis e o retábulo deveria estar concluído no ano seguinte (LAMEIRA, 2000, p. 165). Trata-se de um dos exemplos mais significativos de retábulo de Estilo Nacional no Algarve, composto por quatro colunas pseudo-salomónicas, com tribuna central e trono piramidal com a imagem de Santo António. A restante obra de talha, patente nas paredes laterais, coro baixo e parede de entrada, deverá ser de época posterior, e tem vindo a ser atribuída ao entalhador Custódio Mesquita (LAMEIRA, 2000, p. 165). Entre os muitos elementos que integram esta composição, salientam-se "as figuras de atlantes que suportam as diversas pilastras - soldados romanos, cariátides, etc., mas também as pequenas figuras que pupulam por diversos locais com representações da matança do porco, a pesca, a caça, personagens com trajes de mouriscos, etc" (LAMEIRA, 2000, pp. 166-167). As telas que se enquadram neste conjunto, com representações de milagres de Santo António, são atribuídas ao pintor F. J. Rasquilho, oriundo de Loulé (SERRÃO, 2003, p. 111). O tecto, imitando uma abóbada, apresenta pintura em perspectiva, com as armas de Portugal ao centro, e em cada um dos cantos a imagem dos quatro Evangelistas com o Tetramorfo. Um silhar de azulejos azuis e brancos, de albarradas, complementa este interior, onde predomina um forte sentido de ilusão e imaterialidade, provocada pela conjugação do brilho do ouro e do azulejo. Uma última referência para o edifício do Museu, fundado em 1930, que integra o portal da antiga igreja da Irmandade do Corpo Santo do Compromisso dos Pescadores e Marítimo de Lagos, entretanto desaparecida. Transferido para a entrada do Museu, por iniciativa do seu director Dr. José Formosinho, este pórtico assume especial relevância por representar um dos primeiros sintomas do renascimento algarvio, que juntamente com o pórtico da igreja de São Sebastião e da Mexilhoeira Grande, "(...) parecem fazer parte de um mesmo núcleo ou escola local nascida do trabalho de pedreiros convertidos com determinação ao novo gosto, de que o portal da Mexilhoeira será já um exemplo mais avançado (HORTA CORREIA, 1987, pp. 33-34). (Rosário Carvalho) |
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| Imagens | | Arco renascentista, convertido em acesso ao narthex lateral - | Ver Imagem |
| Pormenor de um dos tondi do arco renascentista - | Ver Imagem |
| Vista geral da fachada lateral da igreja e torres da fachada principal - | Ver Imagem |
| Alçado lateral e rua que conduz à baixa de Lagos - | Ver Imagem |
| Portal lateral, actual saída do Museu - | Ver Imagem |
| Pormenor das torres da fachada principal. Perspectiva lateral - | Ver Imagem |
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| Bibliografia | |
| Título | A talha no Algarve durante o Antigo Regime |
| Local | Faro |
| Data | 2000 |
| Autor(es) | LAMEIRA, Francisco
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| Título | A igreja de Santo António |
| Local | Lagos |
| Data | 1994 |
| Autor(es) | FORMOSINHO, José Ramos
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| Título | Lagos, Evolução Urbana e Património |
| Local | Lagos |
| Data | 1992 |
| Autor(es) | PAULA, Rui Mendes
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| Título | A arquitectura religiosa do Algarve de 1520 a 1600 |
| Local | Lisboa |
| Data | 1987 |
| Autor(es) | CORREIA, José Eduardo Horta
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| Título | Monografia de Lagos |
| Local | Porto |
| Data | 1909 |
| Autor(es) | ROCHA, Manuel João Paulo
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