| Identificação | |
| Designação | Capela de Nossa Senhora do Espinheiro |
| Outras Designações | Capela tumular de Garcia de Resende |
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Religiosa / Capela
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| Inventário Temático | - |
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| Localização | |
| Divisão Administrativa | Évora / Évora / Canaviais |
| Endereço / Local | E.N. 802, Évora - Estremoz Cerca do Convento de Nossa Senhora do Espinheiro 0000-000 - |
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| Protecção | |
| Situação Actual | Classificado |
| Categoria de Protecção | MN Monumento Nacional |
| Decreto | Decreto n.º 7 667, DG n.º 163, de 11-08-1921 |
| ZEP | - |
| Zona "non aedificandi" | - |
| Abrangido em ZEP ou ZP | - |
| Património Mundial | - |
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| Descrições | |
| Nota Histórico-Artistica | A capela tumular de Garcia de Resende foi fundada em 1520, tendo a sua construção arrancado no ano seguinte (ESPANCA, 1966, p. 307), em terrenos pertencentes ao mosteiro hieronimita de Santa Maria do Espinheiro, nos arredores de Évora. A escolha desta localização terá a ver com a importância dada pelo próprio D. Manuel à ordem jerónima, levando a que grandes famílias nobres se fizessem enterrar em conventos a ela pertencentes. A este ideal, de natureza eremítica e contemplativa, Garcia de Resende corresponde ainda com a construção de uma capelinha no ermo, ou seja, afastada da igreja conventual, e com o orago escolhido, Santa Maria do Egipto, imagem de penitente de raríssima invocação em Portugal, provando não apenas a total aderência ao modelo ascético - típica aliás da devoção quinhentista - mas igualmente a cultura humanista de Resende (CUSTÓDIO, 1989, pp. 114-115). A construção, de volumes escalonados, é composta por nártex vazado por três arcos redondos, um em cada muro, e pelo arco igualmente de volta perfeita que abre para a nave de pequenas dimensões, com ábside ainda mais estreita e rebaixada, de planta rectangular, tida como uma minúscula obra-prima do manuelino, de traça atribuída a Martim Lourenço (RAMALHO, 1998). No pavimento do nártex está a campa de Jorge de Resende, irmão de Garcia de Resende, originalmente na nave, mas depois trasladada para este espaço exterior. Na nave, de dois tramos de abóbada ogival, permanece a campa de Garcia de Resende, aqui recolocada no século XX, uma vez que a pedra tumular, de lavor renascentista, fora vendida após a extinção das Ordens Religiosas. Na mesma altura se levaram da capela as ossadas de Resende, hoje igualmente recuperadas. O pavimento da nave e da ábside é formado por um forro de azulejos hispânicos do início de quinhentos, e as abóbadas nervuradas são rematadas por bocetes vegetalistas, assentando em mísulas de temática idêntica. O particular interesse desta capelinha reside justamente nas suas reduzidas dimensões, bem como na utilização de um estilo manuelino-mudéjar tipicamente alentejano, já inaugurado, no que respeita aos volumes escalonados e ameiados, na Ermida de São Brás. A miniaturização da capela, de volumes cúbicos, e a utilização de rebocos de alvenaria e revestimentos azulejares aproxima-a, de acordo com alguns autores, dos oratórios moçárabes (CUSTÓDIO, 1989, pp. 117-119), sendo esta particular sensibilidade mudéjar aquilo que mais se distingue nesta declinação do estilo manuelino. SML
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| Imagens | | Arco triunfal da capela-mor e campa de Garcia de Resende, no pavimento da capela - | Ver Imagem |
| Campa de Jorge de Resende, no pavimento do nártex - | Ver Imagem |
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| Bibliografia | |
| Título | "Capela tumular de Garcia de Resende na cerca do Convento do Espinheiro, em Évora", in Revista MONUMENTOS N.9, Lisboa, 1998, pp. 90-95 |
| Local | Lisboa |
| Data | 1998 |
| Autor(es) | RAMALHO, José Filipe P. P. Cardoso
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| Título | "A capela tumular de Garcia de Resende", sep. de Actas do Congresso Internacional Bartolomeu Dias e a sua época, vol. IV, pp. 259-263 |
| Local | - |
| Data | 1989 |
| Autor(es) | SILVA, José Custódio Vieira da
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| Título | O Tardo-Gótico em Portugal, a Arquitectura no Alentejo |
| Local | Lisboa |
| Data | 1989 |
| Autor(es) | SILVA, José Custódio Vieira da
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| Título | Inventário Artístico de Portugal, vol. VII (Concelho de Évora - volume I) |
| Local | Lisboa |
| Data | 1966 |
| Autor(es) | ESPANCA, Túlio
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| Título | El mudejarismo en la arquitectura portuguesa de la epoca manuelina |
| Local | Madrid |
| Data | 1955 |
| Autor(es) | PEREZ EMBID, Florentino
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