| Identificação | |
| Designação | Cinema Odeon |
| Outras Designações | |
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Civil / Cinema
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| Inventário Temático | - |
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| Localização | |
| Divisão Administrativa | Lisboa / Lisboa / São José |
| Endereço / Local | Rua dos Condes, 2 a 20 Lisboa 1200-822 Lisboa Rua das Portas de Santo Antão, 129 a 133 Lisboa 1200-822 Lisboa Pátio do Tronco, 1 e 1-A Lisboa 1200-822 Lisboa |
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| Protecção | |
| Situação Actual | Encerrado |
| Categoria de Protecção | Encerrado (processo individual), mas abrangido em conjunto protegido |
| Decreto | Continua em vias de classificação, mas no conjunto denominado "Zona da Avenida da Liberdade" Despacho de revogação de 30-10-2009 do Director do IGESPAR, I.P. Despacho de abertura de 12-10-2004 da Vice-Presidente do IPPAR; Proposta de 13-08-2004 da DRLisboa |
| ZEP | - |
| Zona "non aedificandi" | - |
| Abrangido em ZEP ou ZP | Zona da Avenida da Liberdade
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| Património Mundial | - |
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| Descrições | |
| Nota Histórico-Artistica | Desde os seus primórdios que os cinemas de Lisboa se foram instalando entre o Chiado e a Baixa, como situação experimental e provisória, para um público de elites. À medida que se tornaram populares, as novas salas procuraram preferencialmente as áreas das tradicionais portas da cidade, visto que se tornaram os sucessores das feiras, circos e teatros. Nesta sequência, e pelas sucessivas inaugurações, podem identificar-se claramente dois eixos principais: o do Rossio - Rua dos Condes/Restauradores - Parque Mayer - Avenida, eixo elegante e requintado, que corresponde aos sectores residenciais e funcionais mais ricos da cidade, que partiu das velhas Portas de Santo Antão; e o eixo Martim Moniz - Rua da Palma - Avenida Almirante Reis, que, partiu das Portas da Mouraria e se define como uma área pequeno-burguesa e popular de Lisboa (FERNANDES, 1995, p. 8). Numa segunda fase, quase todos os bairros de Lisboa tiveram uma sala de cinema, restando hoje em dia muito poucos. O cinema, que utilizava de improviso salas de edifícios destinados a outros espectáculos, a pouco e pouco, surge com autonomia construtiva e formal. Com a crescente utilização do betão armado e o aparecimento de uma linguagem modernista na arquitectura, com formas geométricas puras e superfícies lisas, que coincidiu com novas regulamentações de segurança contra incêndios e com o despertar de novas salas, de estética inovadora, o cinema passou a ser então o espectáculo urbano por excelência, que atraía multidões. O Cinema Odéon que se situa na Rua dos Condes, eixo nobre da cidade, em frente ao lisboeta Olympia, foi fruto de um projecto de 1923, pelo construtor Guilherme A. Soares. Abriu portas a 21 de Setembro de 1927, com A Viúva Alegre, de Stroheim e durante largos anos, estabeleceu laços fortes com a sala do Trianon Palace, sua contemporânea, de 1930, partilhando ambos a mesma cópia de filme. Em 1931, foi modernizado com as expressivas galerias metálicas, salientes da fachada, muito decorativas, com os seus rendilhados de vidros coloridos, que quase apagam o desenho ao estilo clássico do edifício. Estilo esse que é ainda visível no piso superior e, principalmente, na esquina com a Rua das Portas de Santo Antão. Destaque ainda, para o janelão que ocupa dois andares, sobre balcão semi-circular, assente em métopas que enquadram o nome Odeon. O interior é notável pela sua grande cobertura em madeira escura, pelo seu palco de frontão Art Deco, pelos sumptuosos e volumosos camarotes e pelo lustre central, irradiando néons. (Liliana Garcia) |
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| Imagens | - |
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| Bibliografia | |
| Título | Lisboa Desaparecida, volume 7 |
| Local | Lisboa |
| Data | 2001 |
| Autor(es) | DIAS, Marina Tavares
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| Título | Cinemas de Portugal |
| Local | Lisboa |
| Data | 1995 |
| Autor(es) | FERNANDES, José Manuel
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