| Identificação | |
| Designação | Edifício da Alfândega |
| Outras Designações | |
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Civil / Alfândega
|
| Inventário Temático | - |
| | |
| Localização | |
| Divisão Administrativa | Faro / Olhão / Olhão |
| Endereço / Local | Praça Patrão Joaquim Lopes Olhão 0000-000 - |
| | |
| Protecção | |
| Situação Actual | Em Vias de Classificação |
| Categoria de Protecção | Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura) |
| Decreto | Despacho de abertura de 13-05-1999 |
| ZEP | - |
| Zona "non aedificandi" | - |
| Abrangido em ZEP ou ZP | - |
| Património Mundial | - |
| | |
| Descrições | |
| Nota Histórico-Artistica | Na praça principal do núcleo antigo da cidade, com acesso directo para a antiga praia de pescadores (hoje ocupada pelos mercados municipais e por espaços ajardinados), o edifício da Alfândega do porto de Olhão é um dos imóveis que melhor documenta o passado e a origem dos olhanenses, instituindo-se como marco de referência obrigatória na memória da actual cidade. A sua construção não é muito recuada, se tivermos em conta que a génese piscatória da localidade lhe é muito anterior. Com efeito, a alfândega só foi criada a 28 de Junho de 1842, datando dos anos imediatamente seguintes a edificação do imóvel. De arquitectura claramente oitocentista e eclética, o imóvel possui a fachada principal virada a poente (e não para a praia) e organiza-se em três corpos, os laterais de dois andares e o central provido de terceiro piso. Estes, conferem ao conjunto um impacto urbanístico assinalável, em que a marca dominante é a simetria, circunstância reforçada pela disposição dos vãos de acesso e de iluminação: sete portas idênticas no primeiro registo, de arco quebrado e equidistantes entre si, número que se repete no andar nobre mas onde estes elementos têm um tratamento mais cuidado, com bandeira do arco composta por grelhas de madeira e gradeamento de ferro. Sobre o segundo piso, corre uma platibanda decorada por métopas que reforça o sentido de linearidade, de simetria e de harmonia do conjunto. O terceiro piso corresponde às três portas centrais do edifício e possui apenas uma janela axial de madeira, cuja configuração repete o esquema quebrado das janelas inferiores. Infelizmente, o interior da alfândega encontra-se bastante adulterado. Em finais do século XIX, ainda servia de sede da capitania do porto de Olhão, mas as décadas seguintes determinaram o abandono do imóvel por parte das autoridades que o construíram. Na actualidade, aqui funciona um estabelecimento comercial e um armazém (no primeiro piso) e a sede do Partido Socialista local, novas funcionalidades que adulteraram consideravelmente o edifício. Numa cidade em que a pressão urbanística é constante - como se prova pelo abandono a que foi votada a Vivenda Victoria, uma das mais importantes residências unifamiliares dos princípios do século XX no Sotavento, e pela intensa demolição de casas de arquitectura cubista - a antiga alfândega espera, ainda, um projecto de restauro e de reconversão. Monumento-memória do passado piscatório de Olhão e monumento-referência no núcleo mais antigo da cidade, a necessidade do seu restauro mantém-se como uma evidência para quem por ali passa. PAF |
| | |
| Imagens | |
| | |
| Bibliografia | |
| Título | Monografia do concelho de Olhão da Restauração |
| Local | Porto |
| Data | 1906 |
| Autor(es) | OLIVEIRA, Francisco Xavier d'Ataíde
|
| | |
| | |
|