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Os séculos e a história de Portugal vão deixando, na
arquitectura do Convento, testemunhos do tempo e dos
homens que lidaram, bem ou mal, com os destinos da Pátria
Portuguesa. Durante o governo do infante D. Henrique
foram construídos dois claustros góticos no Convento.
Com D. Manuel, a igreja templária é prolongada para
Ocidente por uma construção que serviria o Capítulo
da Ordem. Profusamente impregnada pela simbólica dos
Cavaleiros de Cristo, esta construção aloja na sua fachada
ocidental a famosa Janela do Capítulo. D. João III que
herda de D. Manuel, seu pai, o trono de Portugal fez
profundas mudanças na Ordem, alterando as suas Regras
e transformando os cavaleiros em monges. É a partir
deste reinado que se iniciam importantes trabalhos de
ampliação do Convento, com vista a consumar a Reforma
da Ordem. Esses trabalhos vão continuar até ao século
XVIII, deixando marcas de rara beleza das tendências
artísticas que esses tempos viveram. É assim que o Convento
de Cristo encerra no seu conjunto arquitectónico testemunhos
da arte românica com os Templários, do Gótico e do Manuelino
com as Descobertas, prosseguindo com a arte do Renascimento
durante a reforma da Ordem, depois o Maneirismo nas
suas várias facetas para se confinar no Barroco em ornamentos
arquitectónicos.
Da estrutura arquitectural do Convento, além das edificações
construídas em torno da igreja templária, há a salientar
o conjunto de quatro grandes claustros articulados por
dois eixos em cruz latina, e também um aqueduto com
6 Km de extensão mandado edificar por Filipe II. Integra
o domínio do Convento uma área de floresta e cultivo
conhecida por Mata dos Sete Montes, porque está confinada
por sete colinas de relevo acentuado. Foi o mais alto
destes montes que os Templários escolheram para a edificação
do seu templo octogonal.
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