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Itinerários e Inventários Temáticos
Património Mundial

 

Titulo
Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico

Data de inscrição
7 de Julho de 2004
Gestão

Critérios
C iii: um exemplo notável de paisagem que ilustra uma resposta única da vinicultura que transforma numa pequena ilha vulcânica após a chegada dos primeiros colonos no século XV
C v: os colonos transformaram uma paisagem rochosa e aparentemente improdutiva, numa extraordinária paisagem de pequenos talhões cintados de muros de pedra talhada pelo homem testemunho do trabalho de gerações de pequenos agricultores que, num ambiente hostil, conseguiram criar um modo de vida e um vinho de grande qualidade.
Justificação
Relatório da 28ª sessão do Comité


Ilha do Pico


Breve Descrição
A paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico, ocupa uma área total de 154,4 ha, envolvida por uma zona tampão de 2445,3 ha e é composta por dois sítios - o lajido da Criação Velha e o lajido de Santa Luzia. Estes sítios foram eleitos por constituírem excelentes representações da arquitectura tradicional, do desenho da paisagem e dos elementos naturais, partes integrantes da “Paisagem Protegida de Interesse Regional da Cultura da Vinha da Ilha do Pico” (PPIRCVIP). Os lajidos da Criação Velha e de Santa Luzia, estão implantados em extensos campos de lava caracterizados por uma extrema riqueza e beleza geológica e paisagística.
A diversidade da fauna e da flora aí presente está associada a uma abundância de espécies e comunidades endémicas, raras e com estatuto de protecção.
As vinhas que produzem o vinho do Pico, eram e são plantadas nas fendas existentes em finas bancadas de basalto, o que confere à paisagem daí resultante um carácter único. Como já foi referido anteriormente, com árduo labor e muito esforço o Homem introduziu bacelos numa vastidão de rocha negra e dura, até então considerada totalmente improdutiva. Devido à ocorrência de ventos fortes provenientes de todos os quadrantes e ao rossio do mar, foram elevados muros de abrigo com a pedra basáltica retirada do próprio local, que deram origem a uma estrutura reticulada, planeada para tirar o máximo proveito do terreno e para facilitar o transporte e armazenamento das colheitas, bem como o escoamento do produto final. Bem junto à linha da costa, um longo e acidentado caminho foi sendo definido no basalto pela passagem do rodado dos carros de bois. Outro, com alinhamento aproximadamente equidistante do primeiro, a atravessar mais elevadas cotas do interior, delimitava superiormente a área de produção, para cima do qual se via obrigada a morar a maior parte dos trabalhadores.