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A Laurissilva madeirense ocupa uma superfície
de 15000 hectares (representando 20% do total da ilha),
nas encostas viradas a Norte, revestindo de forma luxuriante
as íngremes vertentes e os profundos e alcantilados
vales do remoto interior, representando nos nossos dias
a mais extensa e a melhor conservada Laurissilva das
ilhas atlânticas.
Toda a área de ocorrência de Laurissilva
integra o Parque Natural da Madeira, conferindo-lhe
assim um forte estatuto de protecção.
Em 1992 foi incorporada na rede de Reservas Biogenéticas
do Conselho da Europa e constitui Zona de Protecção
Especial-ZPE, no âmbito da Directiva Aves.
A Laurissilva da Madeira ascendeu à qualidade
de Património Mundial Natural da UNESCO em Dezembro
de 1999.
A floresta Laurissilva apresenta um aspecto uniforme,
sempre verde, ao longo de todo o ano, dado que a quase
totalidade das árvores e dos arbustos que a compõem,
nunca perdem a folha. Entre as árvores especial
destaque merecem o Til, o Vinhático, o Loureiro
e o Barbusano, todas da família das Lauráceas.
A Laurissilva dá abrigo a numerosos endemismos
principalmente a nível dos estratos arbustivo
e herbáceo. É de realçar também
a grande diversidade e desenvolvimento que as comunidades
de líquenes e de briófitos, principalmente
as epífitas, apresentam.
As humidades trazidas pelos ventos dominantes de Nordeste,
são retidas e condensadas pela Laurissilva que
proporciona, assim, abundantes caudais de que dependem
a irrigação dos campos agrícolas
e o abastecimento de água aos centros urbanos.
O Tentilhão da Madeira (Fringilla
coelebs maderensis), faz parte da peculiar avifauna
da Laurissilva, onde é abundante. A par das aves,
merece destaque a presença de inúmeros
moluscos e insectos endémicos.
Desde os primórdios da colonização
da ilha da Madeira, os caudais que a "floresta
produtora de água" proporciona foram vitais
para a economia da ilha. A partir da segunda metade
do século XX, as águas, transportadas
por extensas "levadas", passaram a produzir
energia nas centrais hidroeléctricas.
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