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Itinerários e Inventários Temáticos
Património Mundial

 

Título
Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém

Data de Inscrição
1983
Critérios
C iii: proporciona um testemunho único, ou pelo menos excepcional, de uma tradição cultural ou de uma civilização, mesmo que desaparecida.
C vi: directa ou materialmente associado a acontecimentos ou tradições, ideias, crenças ou obras artísticas e literárias com um significado universal.
Justificação
Relatório da 7ª sessão do Comité
Breve Descrição
Mosteiro dos Jerónimos: Data de 1496 o pedido feito pelo rei D. Manuel à Santa Sé, no sentido de lhe ser concedida autorização para se erigir um grande mosteiro à entrada de Lisboa, perto das margens do Tejo. Em 1501 começaram os trabalhos e aproximadamente um século depois as obras estavam concluídas.

Porta Sul do Mosteiro Interior da Igreja do Mosteiro
Portal Sul do Mosteiro Vista geral do interior da Igreja do Mosteiro

O Mosteiro dos Jerónimos é habitualmente apontado como a "jóia" do estilo Manuelino. Este estilo, exclusivamente português, integra elementos arquitectónicos do Gótico final e do Renascimento, associados a uma simbologia régia cristológica e naturalista, que o torna único e digno de admiração. Para ocupar o Mosteiro, D. Manuel escolheu os monges da Ordem de S. Jerónimo, que teriam como funções, entre outras, rezar pela alma do rei e prestar assistência espiritual aos mareantes e navegadores que da praia do Restelo partiam à descoberta de outros mundos. Hoje é revisto por cada um de nós não apenas como uma notável peça de arquitectura mas como parte integrante da nossa cultura e identidade. Foi declarado Monumento Nacional em 1907 e em 1984 a UNESCO inscreveu-o como "Património Cultural de toda a Humanidade".

Torre de Belém: Proteger Lisboa e a sua barra tornou-se uma necessidade na época dos Descobrimentos. Teve o rei D. João II (1455-1495) a iniciativa de traçar um plano inovador e eficaz, que consistia na formação de uma defesa tripartida entre o baluarte de Cascais, a fortaleza de S. Sebastião da Caparica, na outra margem do rio, e uma terceira fortaleza, a Torre de Belém.Devido à morte do monarca coube a D. Manuel I, seu sucessor, a tarefa de mandar construir esta torre, nomeando o arquitecto Francisco de Arruda Mestre do Baluarte de Belém. A construção iniciou-se em 1514 e ficou concluída em 1520. Como símbolo do prestígio do Rei, a sua decoração ostenta a simbologia própria do Manuelino - calabres que envolvem o edifício, rematando-o com elegantes nós, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas.

Torre de Belém
Torre de Belém
Vista geral da Torre Torre de Belém - fachada Sul, pormenor da varanda da Sala dos Reis

Na estrutura da Torre podemos distinguir duas partes: a torre, mais esguia e com quatro salas abobadadas, e o baluarte, de concepção moderna, mais largo e com a sua casamata onde, a toda a volta, se dispunha a artilharia. Actualmente é um referente cultural, um símbolo da especificidade do país que passa pelo diálogo privilegiado com outras culturas e civilizações. Em 1983, foi inscrita, pela UNESCO, na lista de Património Cultural de Toda a Humanidade.