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O Mosteiro dos Jerónimos é habitualmente
apontado como a "jóia" do estilo Manuelino.
Este estilo, exclusivamente português, integra
elementos arquitectónicos do Gótico final
e do Renascimento, associados a uma simbologia régia
cristológica e naturalista, que o torna único
e digno de admiração. Para ocupar o Mosteiro,
D. Manuel escolheu os monges da Ordem de S. Jerónimo,
que teriam como funções, entre outras,
rezar pela alma do rei e prestar assistência espiritual
aos mareantes e navegadores que da praia do Restelo
partiam à descoberta de outros mundos. Hoje é
revisto por cada um de nós não apenas
como uma notável peça de arquitectura
mas como parte integrante da nossa cultura e identidade.
Foi declarado Monumento Nacional em 1907 e em 1984 a
UNESCO inscreveu-o como "Património Cultural
de toda a Humanidade".
Torre de Belém: Proteger
Lisboa e a sua barra tornou-se uma necessidade na época
dos Descobrimentos. Teve o rei D. João II (1455-1495)
a iniciativa de traçar um plano inovador e eficaz,
que consistia na formação de uma defesa
tripartida entre o baluarte de Cascais, a fortaleza
de S. Sebastião da Caparica, na outra margem
do rio, e uma terceira fortaleza, a Torre de Belém.Devido
à morte do monarca coube a D. Manuel I, seu sucessor,
a tarefa de mandar construir esta torre, nomeando o
arquitecto Francisco de Arruda Mestre do Baluarte de
Belém. A construção iniciou-se
em 1514 e ficou concluída em 1520. Como símbolo
do prestígio do Rei, a sua decoração
ostenta a simbologia própria do Manuelino - calabres
que envolvem o edifício, rematando-o com elegantes
nós, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar
de Cristo e elementos naturalistas.
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