Ministério da Cultura
English versionVersão Portuguesa  
Voltar
IPPAR Voltar à home do património
Voltar à home do património
Home Mapa do Site Contacto Pesquisa FAQ's Formulários Links

Itinerários e Inventários Temáticos
Património Mundial

 

Título
Mosteiro da Batalha

Data de Inscrição
1983
Critérios
C i: representativa de uma obra prima do génio criativo da humanidade.
C ii: testemunho de uma troca considerável de influências durante um dado período ou numa determinada área cultural, sobre o desenvolvimento da arquitectura, ou da tecnologia das artes monumentais, do ordenamento das cidades ou da formação das paisagens.
Justificação
Relatório da 7ª sessão do Comité
Breve Descrição
O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, erguido por voto de D. João I, como agradecimento pela vitória dos Portugueses em Aljubarrota no ano de 1385, é o grande monumento do Gótico final português, onde também nasceu o estilo Manuelino, e um dos mais belos conjuntos monacais da Europa do fim da Idade Média.

Fachada Principal do Mosteiro Cupula da Capela do Fundador
Fachada Principal do Mosteiro Cúpula da Capela do Fundador

O edifício monumental, cuja construção se iniciou por volta de 1386/87 sob a orientação do mestre português Afonso Domingues, compreende a Igreja em forma de cruz latina, com três naves e cinco capelas absidais, a Capela do Fundador, a Sacristia, o Claustro Real, a Sala do Capítulo, o Dormitório primitivo, o Claustro de D. Afonso V e o Panteão de D. Duarte ou Capelas Imperfeitas. Ainda em 1388 o rei D. João I entregou o Mosteiro à Ordem de S. Domingos de Gusmão, a qual até 1834 veio a prestigiar a Batalha.

Devido a vicissitudes diversas e, não obstante algumas campanhas de restauro, é muito pouco o acervo conservado que completava a obra arquitectónica, merecendo especial menção o que resta dos vitrais medievais, expostos na Igreja, Capela do Fundador e Sala do Capítulo.

Dotado o Mosteiro, em 1980, de uma estrutura administrativa própria e já na dependência do Ministério da Cultura, a sua acção visa contribuir para o estudo, compreensão e salvaguarda do Monumento, através de actividades de investigação, de divulgação e de conservação. Neste âmbito aí funciona o Centro de Conservação e Restauro da Batalha, formando técnicos para posterior intervenção na área específica do vitral. Pelo seu significado histórico e importância artística, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória foi classificado como Monumento Nacional em 1907 e, inscrito em 1983, pela UNESCO, na Lista de Património Mundial.