|
O edifício monumental, cuja construção
se iniciou por volta de 1386/87 sob a orientação
do mestre português Afonso Domingues, compreende
a Igreja em forma de cruz latina, com três naves
e cinco capelas absidais, a Capela do Fundador, a Sacristia,
o Claustro Real, a Sala do Capítulo, o Dormitório
primitivo, o Claustro de D. Afonso V e o Panteão
de D. Duarte ou Capelas Imperfeitas. Ainda em 1388 o
rei D. João I entregou o Mosteiro à Ordem
de S. Domingos de Gusmão, a qual até 1834
veio a prestigiar a Batalha.
Devido a vicissitudes diversas e, não obstante
algumas campanhas de restauro, é muito pouco
o acervo conservado que completava a obra arquitectónica,
merecendo especial menção o que resta
dos vitrais medievais, expostos na Igreja, Capela do
Fundador e Sala do Capítulo.
Dotado o Mosteiro, em 1980, de uma estrutura administrativa
própria e já na dependência do Ministério
da Cultura, a sua acção visa contribuir
para o estudo, compreensão e salvaguarda do Monumento,
através de actividades de investigação,
de divulgação e de conservação.
Neste âmbito aí funciona o Centro de Conservação
e Restauro da Batalha, formando técnicos para
posterior intervenção na área específica
do vitral. Pelo seu significado histórico e importância
artística, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória
foi classificado como Monumento Nacional em 1907 e,
inscrito em 1983, pela UNESCO, na Lista de Património
Mundial.
|