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Pontes Históricas
do Alentejo
Um Itinerário
Cultural |
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Introdução
O programa de valorização das Pontes
Históricas do Alentejo, apoiado pelo Programa
Operacional da Cultura, cobre uma parte muito significativa
deste tipo de imóveis situados nesta região
de Portugal, e que são muitas vezes identificados
localmente como pontes romanas, velhas ou antigas.
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| 1- Ruínas
da Ponte Antiga do Xarrama, Évora |
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2- Escavações
arqueológicas na Ponte Antiga do Xarrama,
Évora: calçada e abatimento
do tabuleiro no lado Norte |
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Teve
como objectivo inicial executar um conjunto de intervenções
de recuperação destes imóveis,
procurando sensibilizar o público para a importância
dos eixos viários antigos numa das suas componentes
mais visíveis e duradouras, pelo que foram seleccionadas
vinte estruturas com características tipológicas
e cronológicas muito diversas, sendo relevante
o facto da integração paisagística
destes imóveis gerar uma rica interacção
patrimonial e ambiental. |
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| 3- Trabalhos arqueológicos
na extremidade Sul da Ponte de Miróbriga,
Santiago do Cacém |
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4- Obras
de conservação e restauro na Ponte
de Mértola / Torre do Rio |
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5- Colocação
de sinalética na Ponte de Vila Formosa, Alter
do Chão |
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| As acções
de salvaguarda e valorização efectuadas,
como trabalhos de limpeza, conservação e
restauro, registo topográfico e fotográfico,
instalação de sinalética interpretativa
e edição de guia/roteiro, permitem não
só a fruição pública destes
imóveis como também apoiar o desenvolvimento
local e regional, criando-se percursos de visita temáticos
envolvendo directamente as pontes ou integrando-as em
circuitos pedestres ou de cicloturismo. |
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| 6- Levantamento arquitectónico
das ruínas da Ponte de Nossa Senhora do Enxara,
Campo Maior |
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7- Capa
e contracapa do Guia/Roteiro Publicações |
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| 8- Mapa
com a localização das Pontes Históricas
do Alentejo |
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Ponte Medieval sobre a Ribeira de Figueiró
Também conhecida por Ponte de Vila Flor, situa-se
na freguesia do Espírito Santo / Amieira do Tejo,
concelho de Nisa, distrito de Portalegre e encontra-se
num caminho rural a cerca de 2,5 quilómetros
da Amieira do Tejo, sendo também possível
o seu acesso pelo IP2, junto à Barragem do Fratel
- classificada como Imóvel de Interesse Público,
Dec. n.º 44.075, DG n.º 281 de 5 de Dezembro
de 1961.
Possui alguma monumentalidade, sendo constituída
por três arcos e tabuleiro horizontal. Notável
é a sua implantação numa zona de
paisagem agreste, com característica vegetação
mediterrânica, destacando-se a articulação
da construção com o maciço rochoso
em que assentam os pegões. |
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Ponte Velha do Prado
Situa-se sobre a Ribeira da Seda, no concelho de Crato,
distrito de Portalegre, e
encontra-se em vias de classificação como
Imóvel de Interesse Público. Ponte estreita,
para uso pedestre.
Estrutura algo rudimentar, poderá remontar ao
período medieval; erigida em alvenaria de pedra
miúda, os pegões, assentes em pequenos
afloramentos graníticos, são no entanto
construídos em aparelho de granito mais regular,
indiciando distintas fases de construção.
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Ponte do Chocanal
Situa-se sobre a Ribeira da Chocanal,
junto à Vila de Crato, distrito de Portalegre
e encontra-se em vias de classificação
como Imóvel de Interesse Público.
É constituída por três
vãos e dois talha-mares, com arcos de volta inteira,
que, embora parcialmente obstruídos pelo assoreamento
do leito da ribeira, mantêm a dignidade e equilíbrio
desta estrutura, perfeitamente enquadrada na paisagem
envolvente.
Vulgarmente designada como “ponte
Romana”, esta sólida construção
em alvenaria de granito data provavelmente do período
medieval, embora as aduelas dos arcos, ligeiramente
almofadadas, possam indiciar uma eventual origem romana
ou uma reutilização de materiais anteriores. |
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Ponte Romana de Vila Formosa
Permite ainda hoje a travessia do rio
Seda pela EN 245, na fronteira dos municípios
de Alter do Chão e do Crato, distrito de Portalegre,
e encontra-se classificada como Monumento Nacional,
Decreto de 16-6-1910.
Os seus pegões rectangulares,
decorados com uma moldura de sabor clássico,
suportam seis arcos, de abertura idêntica, onde
assenta um tabuleiro de perfil horizontal com mais de
cem metros de comprimento.
Esta ponte romana ainda hoje é
fundamental na circulação viária
regional. |
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Ponte de Nossa Senhora da Enxara,
sobre o Rio Xévora
Situa-se sobre o rio Xévora, junto
a Ouguela e ao Santuário de Nossa Senhora da
Enxara, freguesia de S. João Baptista, concelho
de Campo Maior, distrito de Portalegre e encontra-se
em vias de classificação como Imóvel
de Interesse Público.
Ponte de cronologia ainda incerta, bastante
arruinada, de que resta intacto apenas um arco de volta
perfeita, situar-se-ia no itinerário da via romana
que se encaminharia da capital provincial, Emerita
Augusta, para Olisipo. Os vestígios
conservados permitem antever uma construção
de grande volumetria e extensão, vencendo o largo
leito do rio actualmente desviado. |
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Ponte Romana de Monforte
Faz a travessia da Ribeira de Monforte,
junto ao rossio actualmente cortado pelo IP 2, concelho
de Monforte, distrito de Portalegre e encontra-se classificada
como Imóvel de Interesse Público - Decreto
n.º 29/90 de 17-7.
Ponte com sete arcos, de altura e abertura
desigual, que vão diminuindo do central para
as margens, que suportam o tabuleiro de perfil em cavalete,
protegido por guardas.
Geralmente classificada edificação
romana, subsistem dúvidas dada a irregularidade
que a construção actualmente apresenta. |
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Ponte Velha de Terena sobre a
Ribeira de Lucefecit
Esta ponte situa-se junto à Estrada
Nacional a cerca de 1.500 metros da Vila de Terena e
fazia a travessia da ribeira de Lucefecit, caminho público
que, de Alandroal, corria para a fronteira com Espanha,
tendo sido desafectada do uso rodoviário com
a construção da variante da E.N. 255.
Encontra-se em vias de classificação.
Composta por seis arcos de volta perfeita
com aduelas de cantaria de granito. Apresenta talha-mares
elevados acima do fecho dos arcos, assumindo função
de contrafortes, a montante e jusante. A alvenaria seria
rebocada, com excepção do rebordo lateral
e do intradorso dos arcos, apontando-se para ser de
meados do século XVI a sua construção.
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Ponte Antiga da Estrada de Pavia
sobre a Ribeira do Divôr
Localiza-se no concelho de Arraiolos,
ficando-lhe a 7 km, ao quilómetro 56,5, da E.N.
370 (Arraiolos-Pavia), onde esta vence a Ribeira do
Divôr, entre os cruzamentos de Santana do Campo
e Aldeia da Serra. Foi desafectada ao tráfego
mantendo o acesso a herdades vizinhas devido à
construção de uma nova ponte situada a
jusante. Encontra-se em vias de classificação.
Constituída por quatro arcos redondos,
irregulares e de cantaria rude, possui igual número
de estreitas aberturas rectangulares no começo
de ambos os lados do tabuleiro, que tem cerca de 80m
de extensão, para permitir o escoamento de cheias
maiores. Foi-lhe atribuída cronologia quinhentista. |
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Ponte da Varge sobre a Ribeira
de S. Matias
Situa-se numa herdade, junto a um viaduto
da auto-estrada A6, próximo do lugar de São
Matias, freguesia de N. Sr.ª de Guadalupe, concelho
de Évora, (acesso a partir da EN 114 Évora-
Montemor-o-Novo) e encontra-se em vias de classificação.
Pequena ponte, é constituída
por apenas um arco de volta perfeita, em cantaria de
granito, sem pegões e talha-mares no leito da
ribeira. O tabuleiro, com 16 m de comprimento, é
protegido por guardas, apresentando um perfil em cavalete.
Do ponto de vista construtivo, esta travessia
remete para cronologias anteriores, mas as memórias
paroquiais de 1758 não identificam aí
nenhuma ponte. |
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Ruínas da Ponte Antiga do
Xarrama
Encontra-se a cerca de 3.500m da cidade
de Évora na Herdade da Chaminé onde atravessa
o rio Xarrama (junto da actual ETAR) – encontra-se
em vias de classificação.
Ponte arruinada, de que se conservam
três arcos de volta perfeita e um descarregador
de secção rectangular. Utiliza como matéria-prima
o granito, com trabalho de cantaria nas aduelas e nos
paramentos. Apresenta tabuleiro horizontal, protegido
por guardas, onde se abrem duas goteiras, a jusante,
para escoar a água da chuva, sendo considerada
por alguns autores como romana. |
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Ponte Antiga de Guadalupe sobre
a Ribeira de Valverde
A Ponte Antiga de Guadalupe, sobre a
Ribeira de Valverde situa-se próximo do lugar
do Monte das Pedras, freguesia de N. Sr.ª de Guadalupe,
concelho de Évora (acesso a partir da Estrada
Municipal Guadalupe- Valverde) – encontra-se em
vias de classificação.
Ponte com dois arcos de volta perfeita
e um descarregador de secção rectangular
na margem direita, possui tabuleiro horizontal e conserva
vestígios de uma calçada.
De cronologia incerta, apontando-se a
sua construção para o período Moderno. |
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Ponte do Lagar da Boa Fé
sobre a Ribeira de S. Brissos
Situa-se junto ao lagar antigo da Boa
Fé, freguesia de N.ª Sr.ª da Boa Fé,
concelho de Évora (acesso a partir da Igreja
de N.ª Sr.ª da Boa Fé, Estrada Nacional,
Évora- Escoural) – encontra-se em vias
de classificação.
Estrutura relacionada com um antigo lagar,
sendo que na margem esquerda arranca a partir de um
muro que suporta também uma das edificações
da unidade de transformação. Tem três
arcos de volta perfeita de abertura desigual, cujas
bases são protegidas por 2 talha-mares. Conserva-se
um grande troço de calçada em seixos rolados,
no acesso a partir da margem esquerda. De cronologia
incerta, apontando-se para o período Moderno. |
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Ponte Antiga de S. Brás
do Regedor sobre a Ribeira de Peramanca
Também designada como Ponte dos
Ruivos, situa-se a cerca de 3 km de São Brás
de Regedor, no concelho de Évora, na foz com
a ribeira de Valverde aqui já denominada de Peramanca,
dentro da Herdade dos Ruivos, alcançando-se pela
EN 380 (troço Alcáçovas - Évora)
– encontra-se em vias de classificação.
Construção com certa monumentalidade
composta por dois arcos de volta perfeita que se apoiam
num imponente talhamar. O tabuleiro, plano, conserva
troços da calçada original, sendo protegido
por guardas altas. Estrutura eventualmente de finais
de Quatrocentos. |
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Ponte de Vila Ruiva
Este imóvel, também conhecido
como Ponte Romana da Ribeira de Odivelas, encontra-se
ainda em uso rodoviário e situa-se, tomando-se
a EN 258.1, entre Cuba e Vila Ruiva, a cerca de 1,5
km desta última localidade, junto do Monte Novo
da Ponte, já na estrada que dá acesso
à localidade de Albergaria dos Fusos e que faz
ligação a Alvito (EM 1004-1). –
M.N.; Decreto N.º 47984 de 6-19-1967.
Composta por 36 aberturas, entre 20 arcos
de várias tipologias e 16 olhais de descarga
de superfície, a maioria em forma de arco redondo,
onde se estende um tabuleiro ao longo de 116 m, com
uma largura entre 4,90 e 5.60 m, protegido por guardas
que se desenvolvem logo acima dos olhais. Regulariza
a passagem sobre todo o extenso vale, numa clara adaptação
ao regime torrencial.
Será de origem romana mas terá
sofrido várias reconstruções e
alterações ao longo dos séculos. |
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Ponte sobre o Rio Brenhas
Situa-se junto à saída
Norte de Moura – I.I.P., Decreto N.º 33.587
de 27 de Março de 1944.
Pequena ponte, apelidada de romana, com
tabuleiro horizontal apoiado num só arco de volta
perfeita com cerca de 6 metros de abertura, construída
em xisto e granito, material utilizado nas aduelas.
Os seus aspectos formais indiciam tratar-se
de obra romana, embora a sua pequena escala dificulte
a sua classificação peremptória.
No entanto aponta-se que terá sido construída
após a Restauração. |
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Ponte sobre a Ribeira do Enxoé
Situando-se entre Moura e Serpa, a cerca
de 8 quilómetros desta última cidade e
a cerca de 20m do lado esquerdo da E.N. 256 –
encontra-se em vias de classificação.
Composta por seis arcos, com as arquivoltas
em tijolo, os seus pilares encontram-se protegidos por
três pequenos talha-mares triangulares e está
inteiramente rebocada. O tabuleiro, com aproximadamente
60m de comprimento, apresenta um perfil em cavalete
pouco pronunciado, protegido por guardas em alvenaria
e o pavimento em lajeado de pedra.
De cronologia incerta, possui características
construtivas mistas, medievais e modernas, que requerem
uma análise aprofundada. |
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Ponte Romana de Miróbriga
Encontra-se na cidade romana situada
na Herdade dos Chãos Salgados em Santiago do
Cacém, distrito de Setúbal – I.I.P.,
Decreto Nº 30762 de 26-9-1940; Decreto Nº
32973 de 18-8-1943, Z.E.P., Portaria Nº 1135/91,
D.R., 1ª Série, Nº 254 de 5-11.
Integrada nas ruínas da cidade
romana, junto ao edifício termal, possui um só
arco ligeiramente abatido e abobadado, como parece acontecer
na maioria das pontes de origem romana conhecidas em
Portugal.
Encontra-se pavimentada com grandes lajes
de calcário, semelhantes às que formam
as calçadas da urbe, demonstrando assim a sua
articulação com os eixos viários,
quer de acesso, quer de circulação interna. |
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Ponte de Mértola / Torre
do Rio
Situa-se na margem direita do rio Guadiana
junto às muralhas da Vila de Mértola,
na Porta da Ribeira. Monumento Nacional, Decreto de
16/6/1910. Abrangida pela Z.E.P., D.G.,2ª Série,
N.º 37 de 13/2/1970.
As ruínas são constituídas
por seis pegões implantados ao longo de uma linha
curva, sendo que o último se encontra já
no leito do rio. São visíveis os arranques
dos arcos que os uniam. As bases dos pegões usam
matéria-prima local, xisto, e aplicam, reutilizando,
mármores de edifícios romanos e eventualmente
pedras provenientes do lastro de navios.
Recentemente tem sido interpretado como
estrutura defensiva, protegendo a atracagem das embarcações,
funcionando também como couraça, permitindo
o acesso ao rio para abastecimento de água.
É difícil atribuir-lhe
uma cronologia, mas pode-se dizer que certamente será
posterior ao século II da nossa era, podendo
já ter sido edificada na Antiguidade Tardia. |
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Ponte Antiga sobre a Ribeira de Cobres
Situa-se no interior da Vila de Almodôvar,
junto ao Quartel dos Bombeiros Voluntários. I.I.P.,
Decreto Nº 28/82 de 26-2.
Esta imponente construção
é suportada por três arcos de abertura
igual. Os pegões, localizados no leito da ribeira,
são reforçados por dois talha-mares. O
tabuleiro, em cavalete, desenvolve-se em três
planos com duas rampas de acesso unidas por patamar,
protegido por guardas, existindo junto um poço
que remonta ao período medieval, podendo mesmo
ser-lhe anterior.
Vulgarmente designada de romana, deverá
antes remontar ao período medieval. |
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Ponte de Santa-Clara-a-Velha
A Ponte de D. Maria sobre o rio Mira,
situa-se junto ao cemitério da localidade Santa-Clara-a-Velha,
concelho de Odemira – Imóvel de Interesse
Municipal.
Ponte arruinada, de que se conservam
dois arcos de volta perfeita, de arquivoltas em cantaria.
Os pilares e os talha-mares apresentam uma extrema regularidade
geométrica, contrastando com o restante aparelho
em alvenaria. Curiosa é a cobertura em tijolo
dos talha-mares, aspecto mais decorativo que funcional.
Terá sido construída depois
de 1758. |
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Pontes
históricas não abrangidas pelo Programa
Existe um elevado número de imóveis
desta tipologia na região, muitos dos quais,
por terem perdido a sua utilidade e os antigos caminhos
caírem desuso ou mesmo desaparecido, se encontram
muitas vezes escondidos junto às actuais estradas
ou perdidos no interior das herdades. |
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| 53- Ponte da Portagem,
Marvão |
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54- Ponte
sobre o rio Sever |
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Apesar
serem muitas as pontes que assim ficaram fora de este
Programa podemos, dentro das já inventariadas
e classificadas ou em vias de classificação,
salientar estas, a visitar, como a Ponte sobre a ribeira
da Comenda, em Gavião (Imóvel de Interesse
Público), as Pontes da Portagem (classificação
em estudo) e sobre o Rio Sever, ambas em Marvão,
a Ponte de Nossa Senhora da Ajuda, em Elvas (Imóvel
de Interesse Público), que fazia a ligação
a Olivença, e a Ponte Medieval sobre a Ribeira
de Campilhas (Imóvel de Interesse Municipal),
em Alvalade do Sado, Santiago do Cacém. |
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| 55- Ponte de Nossa
Senhora da Ajuda, Elvas |
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56- Ponte
Medieval sobre a Ribeira de Campilhas |
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Para
a obtenção de mais ou outras informações
sobre estes e outros imóveis classificados sugere-se
também a consulta na respectiva página
do IPPAR de Pesquisa
de Património.
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Autoria
Concepção e textos de João
António F. Marques
Fotografias
Manuel Ribeiro - 9-19; 21; 23-28; 31-52
João Marques - 1, 3, 5, 22, 29, 30
João Ochôa Pires – 53; 55
Hugo Porto - 54
Eduardo Porfírio - 2
Joaquim Garcia - 4
António Martinez Rubio – 20
Susana Correia - 56
Cláudia Giões - 57
Agradecimentos
Margarida Donas Botto
Cláudia Giões
António Lopes da Cunha
Álvaro Marques
Marco Liberato
João Ochôa Pires
Hugo Teles Porto
Paulo Almeida Fernandes |

57-Aspecto do arranjo paisagístico
da Ponte de Santa Clara-a-Velha |
Contactos
para mais informações
Direcção Regional
de Évora do IPPAR
Tel+351 266 769 800
Fax+351 266 769 855
E-mail: dre.ippar@ippar.pt
IPPAR
Tel+351 213 614 200
Fax+351 213 628 472
E-mail: ippar@ippar.pt
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Fevereiro de 2006 |
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